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Em março deste ano, a NASA estava pronta para anunciar aquela que seria a primeira caminhada espacial exclusivamente feminina. Com um certo atraso, é verdade. Afinal, 214 saídas já partiram rumo à Estação Espacial Internacional em anos anteriores. Contudo, essas missões foram sempre ocupadas por astronautas homens.

Na missão que seria realizada no dia 29 de março, as astronautas Christina Koch e Anne McClain seriam levadas ao espaço, e Mary Lawrence e Kristen Facciol, ambas da Agência Espacial Canadense, fariam o apoio na Terra. Estava tudo pronto para elas entrarem para a história e naturalmente, a expectativa era grande, até que a notícia veio à tona em um comunicado oficial: “Não há trajes espaciais suficientes do tamanho adequado na Estação Espacial Internacional para que esta caminhada no espaço seja feita”.

A National Aeronautics and Space Administration (ou Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço) foi obrigada a assumir seu longo histórico de desigualdade entre os gêneros ao não ter, em seu “guarda-roupa”, trajes adequados ao tamanho feminino. As astronautas, em sua maioria, usam o tamanho médio. Depois do banho de água fria, a NASA foi obrigada a refazer seus planos até finalmente anunciar o Projeto Artemis, que deverá levar a primeira mulher à Lua até 2024.

As disparidades salariais, políticas e econômicas entre homens e mulheres são gritantes para qualquer lado que se olhe.

Mas ninguém pode determinar o quão longe uma mulher decidida, que conhece suas capacidades, é capaz de chegar. Marta, jogadora da Seleção Brasileira, superou Pelé quando cravou 101 gols vestindo a camisa verde e amarela, tornando-se a maior artilheira da história Seleção Brasileira. Ela também já foi eleita a melhor jogadora do mundo nada menos do que seis vezes pela FIFA. Mas somente neste ano, após inacreditáveis 28 anos tendo seu próprio torneio, a Copa do Mundo de Futebol Feminino será transmitido por uma TV aberta no Brasil. Parece pouca coisa, mas a possibilidade de se acompanhar a seleção feminina de perto faz toda a diferença já que isso aumenta o interesse do público, e consequentemente, atrai patrocinadores.

Copa do Mundo Feminina de 2019

Não existe nada que uma mulher não possa fazer tão bem quanto um homem, nem pesquisas que corroborem uma divisão de profissões ou atividade por gênero, como “profissão X é mais adequada ao homem, ou atividade Y serve melhor para uma mulher”.

Ainda há muito a ser conquistado, mas as fronteiras estão se tornando cada vez mais elásticas.

Momentos de protagonismo feminino vêm aumentando em áreas antes dominadas por homens, como na indústria cinematográfica ou em esportes como o poker. Tendo a imbatível tenista Serena Williams como personagem principal, a Nike lançou recentemente uma campanha emocionante em homenagem às mulheres com o chamado “Dream crazier #Justdoit”. Um jab direto que alivia a alma por todas as vezes que uma mulher foi chamada de “maluca” ou “histérica” por ousar defender seus direitos.

Em várias profissões as mulheres seguem atentas, se unindo e reagindo. E o mundo está sendo obrigado a se adaptar. Na indústria cinematográfica, por exemplo, após os movimentos #MeToo e #TimesIsUp alertando sobre os abusos cometidos em Hollywood, outras iniciativas começaram a surgir urgindo por maior inclusão feminina na frente e atrás das câmeras.

O 4% Challenge ou Desafio dos 4%, foi anunciado em janeiro pela atriz Tessa Thompson – conhecida por interpretar a personagem bissexual Valquíria nos filmes Thor: Ragnarök e Vingadores: Ultimato – depois que uma estatística anunciou que apenas 4% dos filmes mais bem-sucedidos entre 2007 e 2018 tinham sido dirigidos por uma mulher.

Nomes de peso como Reese Whitherspoon, Brie Larson, J.J Abrams, Jordan Peele e Amy Schumer, entre outros, declararam que nos próximos 18 meses irão anunciar um filme que terá uma diretora mulher e pelo menos 50% de sua equipe será composta por profissionais femininas.

Segundo a escritora e feminista nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie em sua famosa palestra realizada no TED Talk, uma pessoa feminista é aquela que “acredita na igualdade social, econômica e política entre os sexos”. Trechos da mesma acabaram sendo sampleados e popularizados pela diva pop Beyoncé na música Flawless. A cantora é famosa também por sua posição feminista, amplamente alardeada para quem quiser ouvir. Logo na primeira estrofe de Flawless, ela canta: “Eu tirei um tempo para viver a minha vida, mas não pense que eu sou apenas a ‘esposinha’ dele”, se referindo, obviamente, ao marido e companheiro de longa data, o rapper Jay-Z.

Assista a palestra de Chimamanda Adichie com legenda no vídeo abaixo:

Imagem: Reprodução / Gravidade

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