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Vem Fevereiro e mais um carnaval nos chega. E, como no ano passado e alguns outros, cá estamos nós dizendo e tentando reforçar que ‘não é não’. Um slogan simples, mas que carrega consigo toda a carga do machismo ainda tão enraizado na nossa sociedade. E por que a gente faz isso todo ano? Porque sabemos que ainda vai demorar para uma nova geração inteira de homens cresça sem olhar as mulheres como objetos ou achando que elas tem a obrigação de ficar com eles pelos bloquinhos e festas da vida.

Falo com tranquilidade que a minha geração, beirando os 30, já consegue sentir o reflexo de mulheres mais empoderadas, que sabem colocar um cara no seu lugar e, muito mais do que diminuí-lo, sabem que somos todos iguais. Talvez seja essa a maior mudança que, daqui a algum tempo, vamos poder presenciar no mundo: uma geração de novos meninos sendo educados por essas mulheres.

Só que enquanto essas crianças não estão brincando o Carnaval naquela famosa interação de “gente bonita em clima de azaração e paquera”, precisamos continuar batendo na tecla: não é não! Não é para insistir mais, para pegar pelo braço com força, pra puxar o cabelo e exigir que ela dê uma atenção que, visivelmente, ela não quer dar. E quantos relatos de pessoas próximas a gente não conhece?

“Ele chegou me agarrando, me puxou pelo braço e deixou esse roxo aqui. Disse que não queria conversar, que só tava me divertindo e ele insistiu. Minhas amigas vieram falar com ele e ele soltou um ‘não tô falando contigo’. Foi difícil me desvencilhar”. Esse é um relato fictício, mas que pode já ter acontecido com você ou que, você homem que me lê, já pode ter feito.

Vale a pena fazer a reflexão.

Ainda precisamos melhorar como homens, sabe? Escrevo aqui fazendo meu mea-culpa e sem querer me eximir. A desconstrução é diária e acho que as mulheres tem papel fundamental ao conversar conosco. É ouvindo os seus relatos e as suas opiniões que nós, homens, podemos também melhorar. E não só para elas, claro, mas para o mundo.

Respeito sempre, óbvio. Carnaval é uma época do ano que o espírito aflora, que muita gente está bebendo nas ruas e alguns excessos são cometidos sem se perceber. Ou, para algumas pessoas mais radicais, o cara que comete um abuso bêbado apenas usou o álcool como gatilho para mostrar sua verdadeira face. E esperamos que não se precise machucar alguém e sofrer uma consequência mais grave para rever atitudes e começar a se portar de um outro jeito.

E eu espero, sinceramente, que nenhum desses babacas que ficam à solta durante as festas (e no ano inteiro) seja capaz de estragar a folia de alguma mulher. Caras que não precisam de educação, mas adestramento. Retrato triste, mas real. Para qualquer caso, o 180 taí. Denuncie. E que sejamos felizes nesses dias e em todos os outros. A estupidez de alguns não pode acabar com a alegria de outras tantas.

Imagem: Reprodução / Revista Donna


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