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O que você procura?

Hoje, eu estou aqui escrevendo sobre o quão necessário é aprendermos a ter um relacionamento com nós mesmas antes de tentar um com qualquer outra pessoa. A maioria de nós tem uma tendência a procurar coisas no outro. Como se esperássemos que o outro fizesse de nós alguém com uma vida mais interessante, mais divertida. Queremos que o outro nos faça sentir mais confiantes, seguras, atraentes e inteligentes.

E porquê algumas de nós – e eu me incluo nisso – criamos esse tipo de expectativa absurda?

Porque ninguém olha pra nossa linda carinha aos 6 anos e nos diz que antes de esperar que alguém nos dê qualquer coisa, nós precisamos aprender a nos dar essas coisas primeiro. É responsabilidade e dever nosso suprir as nossas próprias demandas emocionais para que, no momento em que começarmos a nos relacionarmos com alguém, esse alguém não seja o espelho que reflita a nossa displicência com nós mesmas.

“Ah Marcela, mas eu me cuido, vou no salão, boto mega, botei silicone, minha sobrancelha é perfeita… eu cuido de mim”.

Então você cuida tão bem de você que tá aí pensando pela vigésima vez se termina esse relacionamento medíocre onde você foi parar ou em como recomeça a tua vida após término de um relacionamento que te fez se perder de si mesma?

Não minha amiga.

Você se enfiou em um relacionamento abusivo ou medíocre porque em algum momento você achou que esse cara podia “tapar o teu buraco emocional”, seja aumentando a tua autoestima, trazendo pra tua vida uma realidade que você não tinha porém queria ter (como apresentar pra mãe, passar Natal juntos, etc) e o fato de não ter isso te causava incômodo, ou seja porque você achava que ter um homem era um referencial de mulher completa.

O fato é que, você tinha uma fragilidade, que se refletiu em algum cara, porém esse cara, não te trouxe o que você precisava.

Quando nós temos problemas com nosso corpo, a tendência é atrairmos homens que de alguma maneira vão reforçar essa imagem distorcida que temos de nós mesmas. Quando somos inseguras, tendemos a atrair homens não confiáveis.

Quando temos necessidade de ter um rótulo para que nos sintamos valorizadas como mulher, tendemos a encontrarmos homens que vão nos querer de vez em quando, no escuro, sem ninguém saber. E vão te dar milhões de motivos pelo qual eles te querem mas não podem se expor: ex-mulher, filhos, amigos que vão ser contra, “ah eu sou discreto”, etc.

Quando estamos frágeis, somos um prato cheio para homens manipuladores. E assim eu poderia seguir por horas citando o tipo de homem que você tende a atrair pelo teu tipo de carência.

Eu também me vejo nessa situação. Observei e entendi que a minha carência atrai homens que validam ou reforçam a questão que eu quero mudar em mim. E isso em determinado momento, vira uma bola de neve, uma sucessão de situações que te fazem pensar que tu só pode ter “dedo podre”. Eu também pensei isso!

“Então, qual a solução pro meu problema?”

Terapia meu amor! Terapia e um novo rumo pra tua vida. Tratar a tua insegurança, a tua necessidade de sentir valorizada por uma terceira pessoa, o teu ciúme, a tua fragilidade. E entender que, por uma questão óbvia, você precisa de tudo neste momento, menos de um relacionamento.

Homem não é médico, não é psicólogo. Se queremos um homem que nos trate bem, que nos valorize, nos admire, nos divirta, tenha caráter… nós precisamos nos priorizarmos o suficiente para que, antes de esperarmos que alguém nos dê isso, nós aprendamos a dar tudo de melhor para nós mesmas. Não tem mágica menina. É amor próprio!

Imagem: Getty Images

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