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Dizem que a vida muda quando viramos mãe. Muda sim. Deixamos de ser a gente. Perdemos a vida própria, a vontade própria e o nosso tempo.

Perdemos também a paciência com o mundo, a tolerância com bobagens e as futilidades de vida diária. Perdemos a vaidade, o sono, o romance.

Perdemos o cuidado, a lembrança, a atenção e as vontades. Tudo agora é só o bebê. Você passa a ser quase invisível.

Mas não só se perde.

Absolutamente não! Ser mãe é o MAIOR PRESENTE que a vida pode te dar e é o amor mais profundo que você pode sentir. É natural.

Mas não estou aqui para fazer cartas de amor aos filhos. Estou aqui pra falar de maternidade real. De quem também precisa de muitos cuidados diante de tantas mudanças.

Estou aqui pra falar de cada mãe que chora sozinha, no intervalo das mamadas, de tanto medo, de tanto cansaço, e até mesmo, de solidão. Porque sim, é verdade que quando nasce um bebê, nasce uma mãe, e instintivamente, a gente aprende. Mas não é por termos poderes sobrenaturais não, é por falta de opção mesmo.

A gente é obrigada a fazer, aprender, resolver.

nao julgue uma mae

A gente não tem direito a descanso, doenças ou dúvidas. Tem que solucionar e bola pra frente. E ser obrigada full time é muito cansativo. É exaustivo. E é um caminho sem volta.

É aquela história antiiiga de “padecer no paraíso”, sabe?! Então. É tudo isso, mas ninguém se arrepende. Ninguém quer voltar à vida de antes se tiver que abdicar dos filhos. Claro que não. Só é difícil mesmo, mudar tanta coisa assim, de um dia para o outro. É uma fase de transição que demooora, mas um dia, tenho certeza de que passa.

Engana-se quem acha que mães são apenas leoas, prontas para devorar quem quer que se aproxime da cria com intenção duvidosa. Mães também são gatas, que (inconscientemente) necessitam de carinho, colo, ou uma simples companhia livre de julgamentos ou pitacos.

Mães imploram por um descanso para dormir da mesma forma que desejam compreensão. Só isso. Compreensão. Compaixão. Zelo.

Não, nós não sabemos tudo.

Não aprendemos tudo como um passe de mágica quando “cuspimos” a criança. Não tem isso. A gente apenas faz. Não tem opção. Vamos na fé que (quase sempre) dá certo. Porque temos AMOR e isso já é 90% do caminho andado.

Nós vamos errar. Vamos reclamar.

Vai ser difícil em alguma área da nossa vida. Mas se tivermos compreensão, tudo isso pode ser minimizado. Imagina, receber carinho ao invés de julgamento? Imagina ter compreensão sem precisar pedir?

Ser mãe é a tarefa mais difícil da vida. Mais nobre da vida. Mas a mais criticada da vida.

Estranho, né?! É. Só sendo mãe mesmo pra saber.

Então, deixo aqui um conselho: não julgue. Não comente. Não dê palpites à toa. Compartilhe apenas o que for relevante, bacana. A gente não precisa de mais um peso. A gente não quer ser compreendida por todos. Tá tudo bem cada um criar do jeito que achar mais certo.

Tudo é feito sempre com o maior amor possível, mesmo sem perceber. Então, errando ou acertando, definitivamente, a gente não precisa de julgamento.

Imagem: Unsplash

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