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O que você procura?

Eu entendo quando você diz que não sabe manter um relacionamento em que não está apaixonada. Eu já disse isso pelo menos umas vinte vezes na vida.

Eu sei que é uma delícia a sensação de estar apaixonada. Temos certeza que encontramos o amor de nossas vidas, movemos o mundo para estar com essa pessoa. O coração bate mais forte, a pressão aumenta, só enxergamos e pensamos na pessoa sensacional que tivemos a sorte de encontrar. Como o Universo é maravilhoso com a gente!

É normal que a gente ache que não tem mais muita graça quando essa fase acaba. Afinal, estávamos vivendo um conto de fadas, repleto de borboletas no estômago, suador pré-encontro e, de repente – PUFF! – nos vemos de volta à mais enfadada normalidade.

Por isso estou aqui para compartilhar um aprendizado valioso: a paixão é um sentimento superestimado e a culpa é da dopamina, o neurotransmissor do prazer. Essa danada nos causa o furor de emoções que sentimos quando nos envolvemos com alguém que nos agrada. Ela nos deixa bem viciados a ponto de não nos darmos conta do que é fantasia e do que é realidade.

O primeiro ponto negativo é que, muitas vezes, não aceitamos o fato de que essa sensação tem prazo de validade e quando ela cessa, pensamos que não gostamos mais da pessoa. Findada a euforia, abandonamos um relacionamento que era ótimo e poderia ser ainda mais.

O segundo é o oposto. Quando apaixonadas, acreditamos que estamos em um relacionamento incrível, mas quando os efeitos da dopamina começam a de dissipar, percebemos que era uma cilada. Não porque a pessoa nos iludiu – tá, às vezes isso acontece também – mas por, finalmente, conseguirmos enxergar a pessoa como de fato ela é, com todos seus defeitos, diferenças, peculiaridades, incompatibilidades de pensamentos, opiniões. E aí ela não parece mais a nossa alma gêmea.

Sejamos sinceras, quem em sã consciência pode ter certeza que encontrou o amor da vida em um, dois, três meses? Só sob efeito de drogas mesmo, que é o que a nossa falsa amiga gera.

Ficamos tão desorientadas que, inclusive, ignoramos o lado “negro” da paixão.

Ela sempre nos mostra o gosto amargo do ciúme, do sentimento de posse e da insegurança, que são sentimentos que sempre permeiam a paixão, em razão da obsessão que ela causa, o que faz com que nos sintamos péssimas.

O mais saudável a fazer é colocar a paixão no seu devido lugar. Aproveitar suas maravilhosas sensações para desbravar o mundo do outro, estreitar laços, com a consciência de que a paixão deve ser um passo do seu relacionamento, não seu ideal.

Achar que só se mantém um relacionamento estando apaixonada é garantia de frustração. Só o tempo, a convivência e, por mais que você não acredite, os dias de rotina serão capazes de mostrar quem é que vem para ficar e quem é que vai para nunca mais.

Permita-se passar para a próxima fase, aceite que a paixão acaba e você descobrirá que o amor é muito mais gratificante. Inebriante. Constante.

Ele sim é ideal de relacionamento de gente grande.

Imagem: PXhere

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