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Ela batalha contra o machismo de corpo e alma. Ela é motivo de piadas em rodas de conversas. Ela é acusada por descreditar todo um movimento. Ela é chamada de feminazi. Quando atravessa as ruas, é confundida com um homem e, quando percebem que ela é mulher, acaba recebendo cantadas do mesmo jeito, porém, pejorativas.

Ela é ativista, se intitula feminista, e luta por um mundo onde possa ser tratada como uma pessoa, e não um objeto. Ela briga, esbraveja, tira as roupas, anda nua. Protesta, faz questão de mostrar as axilas não depiladas e choca a toda uma sociedade conservadora. E é isso que ela quer. E é disso que ela precisa. Chocar. Por isso é chamada de feminazi. Ela é, mais uma vez oprimida.

É feminista, ou feminazi?

feminazi

Ela não escuta ofensas machistas calada, nem mesmo de seus melhores amigos. Ela quer educar, desconstruir, e não engolir mais piadas que a tornam inferior. “Nossa, mas não pode nem brincar mais. Cuidado para não se tornar uma feminazi, viu?”.

Ela questiona, não deixa barato. Em mais uma piada, ela acabou sendo ridicularizada por tentar impor respeito. Logo ela. Logo elas, que durante décadas foram tratadas como inferiores, burras e servas. Acabaram caindo no próprio buraco. As que hoje lutam para não ouvir mais asneiras são tratadas como inferiores novamente. É um círculo vicioso que não parece ter fim.

Ela quer se emancipar de suas obrigações, quer protagonizar uma nova história. Ela é radical, já se deixou levar pelo calor das multidões e já testemunhou atos os quais não se orgulha. Ela sabe muito bem o poder de influência que as manifestações podem ter mas, mesmo assim, retorna.

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Ela é um pouco agressiva, não deixa absolutamente nada baixo, e isso foi uma escolha dela. Ela cansou de ter paciência, de ouvir piadinhas maliciosas e de ser colocada em situações que reforçam todos os estereótipos machistas que são dados às mulheres.

Ela exagera de vez em quando, e sabe disso. Contudo, ela também sabe que um homem que, do ‘alto de sua masculinidade’, exagera de vez em quando, nunca será chamado de ‘machonazi’. E ela também sabe que a sociedade coloca mais a mão no fogo por ele, do que por ela. Ou melhor, por elas.

Ela abre o portal de notícias e se depara com notícias sobre feminicídios. Ela sabe que amanhã ninguém mais falará sobre isso. E também sabe que as pessoas parecem se incomodar mais com sua batalha radical do que com a horda de machistas que executam suas parceiras por ciúmes, ou estupidez mesmo.

A macholândia existe e não quer dividir o pódium

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É claro que ela é chamada de feminazi. A mulher que luta com mais afinco e paixão para conquistar seus direitos será sempre reprimida. Ela é acusada, por homens e mulheres, de descreditar todo um movimento. Ela sabe que, de certa forma, é minoria. Primeiro, por ser mulher, e segundo por ser radical.

Ela tem uma ideologia diferente. Ela gosta de agir, de chocar, de colocar a cara a tapa e mostrar que com mulher não se brinca. Ela comete erros e acertos, como todo ser humano. Mas ela é chamada de feminazi.

O feminismo está ganhando força no mundo inteiro, mas as pessoas insistem em reduzir todo o movimento a ela. Logo ela, que é mais uma em meio a uma multidão que luta por igualdade de gênero. E justo ela que, como mulher, ainda assim carrega um fardo machista ao ser tachada como feminazi.

A mulher apaixonada por seus ideais é comparada ao Nazismo. Ela não pode lutar com unhas e dentes. Ela não pode isso, nem aquilo, não deve, não deveria, e por aí vai.

Acontece que a mulher, aos olhos do machismo, nunca pôde. Por que seria diferente com a feminazi, não é mesmo?

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