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Estava pensando ultimamente em como mudei e no quanto aprendi nos últimos meses. A dor ensina, a vivência ensina. Sempre que via alguém em uma situação ruim e conseguia visualizar uma alternativa em que eu pudesse ajudar, estendia a mão e ficava muito angustiada quando a pessoa rejeitava essa ajuda.

Ver as pessoas que eu gostava fazendo escolhas da vida que eu não concordava me afetava de várias formas, até que aprendi uma lição valiosa que quero muito compartilhar com vocês. Continue lendo e entenda o que eu quero dizer.

Nem sempre a solução que oferecemos é a melhor

Quando vemos alguém que gostamos passando por uma situação difícil, normalmente pensamos em algo que pudesse ajudar essa pessoa a encontrar uma solução. De certa forma, somos prepotentes ao acreditar que a solução que apontamos é a melhor, quando não somos nós que estamos passando por aquilo.

Realmente, enxergar a situação de fora às vezes ajuda a ter uma visão mais abrangente e assim pensar em soluções que talvez a pessoa que está sofrendo não perceba.

Tentar ajudar é muito válido, principalmente em casos de relacionamentos abusivos, por exemplo, em que dificilmente a pessoa consegue compreender a situação e sair dela sem apoio.

No entanto, em outros casos, a solução indicada pode não ser útil por motivos que a pessoa nem deseja te falar.

É importante entender quando a ajuda é recusada

Para começar, se você não conhece bem a pessoa e se ela não pediu um palpite, evite. É muito chato estar com um problema e alguém que não sabe nem metade da história vir palpitar.

Se vocês forem íntimos, é possível conversar com calma, mostrando a pessoa os motivos pelos quais você resolveu interferir e quais as possíveis soluções que você tem em mente. Ela te ouvirá, mas se houver uma recusa, não fique insistindo muito.

Alguns problemas só podem ser resolvidos por profissionais, como é o caso da ansiedade e da depressão e, por maior que seja a sua boa vontade, o ideal é recomendar e ajudar a pessoa a buscar alguém realmente capacitada a auxiliá-la.

Não podemos forçar os outros a fazer escolhas que não querem

Conselhos são interessantes, né? Porque no final, geralmente nós só seguimos aqueles que escolhemos. É como se só quiséssemos alguém para confirmar algo que ela já está pensando. Deixe-me exemplificar:

Se você gosta de alguém e um amigo diz:

Não fique com essa pessoa

E o outro amigo diz:

Fica sim, arrisca.

Se você estiver determinada a ficar, não importa quais os argumentos do primeiro amigo, você ouvirá o segundo.

O mesmo se aplica a contextos mais complexos, se pensarmos bem. É por isso que não adianta sentir-se angustiada por ter apontado um caminho que claramente pode ajudar e a pessoa simplesmente ignorá-lo. Não devemos sofrer pelas escolhas da vida dos outros, pois não podemos obrigá-los a fazer o que queremos.

Continue seguindo seu caminho, tentando lidar com seus próprios problemas, pois todos temos e precisamos cuidar de nós mesmos também. A única coisa que podemos fazer é confortar quem gostamos nos maus momentos, mesmo quando sabíamos que o caminho escolhido acabaria resultando naquele sofrimento — o bendito do “eu te avisei”.

Seres humanos têm tempos diferentes para aprender a lidar com as situações. Não depende da idade, nem do esforço. Às vezes precisamos passar por coisas e “dar com a cara na parede” para entender que não estamos fazendo as escolhas certas.

Apoie e esteja por perto de quem você ama. Isso inclui os momentos em que não concordar ou compreender as escolhas da vida daquela pessoa. Todos erramos, estamos em constante amadurecimento e ter alguém por perto é muito importante. Ainda mais nos dias de hoje em que a individualidade tem sido cada vez mais presente.

Já dizia Chorão, do Charlie Brown Jr.:

Cuide de quem corre do seu lado.

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Imagem: Pexels

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