Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Ser mulher é ser capaz de fazer de tudo, ao mesmo tempo, sem perder a feminilidade. Ser mulher é desafiar o orgulho masculino, suas ideias retrógradas e fazer o mesmo trabalho que eles fazem, inclusive competir no turfe em que os corredores são majoritariamente homens.

Recentemente, conheci a Jeane Alves, joqueta brasileira que competia de igual pra igual com jóqueis durante o último Grande Prêmio Derby Paulista, um dos eventos mais tradicionais e importantes para o turfe. Ele aconteceu no Jockey Club de São Paulo no final de semana passado.

Jeane Alves - Joqueta

Imagem: Yanes Sarah

Inclusive, a cearense conquistou mais uma vitória para seu arsenal de 40 prêmios. O prêmio é dividido em vários páreos, e Jeane participou de dois, no qual venceu um. E quando se vence um páreo com homens, ela precisa é ter foco e não se abater pelas críticas.

Poxa, ela é mulher

Há muitos anos o turfe era composto por homens e aos poucos está incluindo as mulheres. Então, quando Jeane vencia sempre ouvia um: “poxa, ela é mulher”, “uma mulher venceu” e outros comentários do tipo, menosprezando sua capacidade.

Porém, gradualmente esse cenário está mudando e evoluindo. Segundo a joqueta, hoje em dia há mais espaço no turfe, principalmente em outros países como nos Estados Unidos e Austrália, onde quem se destaca são as mulheres.

Aqui no Brasil o esporte ainda não é tão conhecido e acessível, porém Jeane e outras mulheres, como a joqueta Joseane Goulart, estão abrindo portas e mostrando um cenário que daqui uns anos poderá ser diferente: lugar de mulher é onde ela quiser.

Jeane contou que recebeu muitas críticas dos homens, mas hoje percebe que essas críticas negativas deram ainda mais força para suas conquistas. Fizeram com que ela corresse atrás do que queria e hoje suas vitórias contra homens são ainda mais legais e têm um gosto ainda mais saboroso porque “é pra cima dos meninos, cabeça a cabeça, e você cria mais força e ganha em um páreo ainda mais bonito”, comenta.

Você pode competir de igual pra igual

Tenha força. Se você está correndo contra todos os tipos de homens arcaicos, e isso não se refere apenas no turfe mas sim no seu trabalho, na escola, na família, onde for, levante a cabeça e bata de frente. Você é mulher e tem o poder.

O preconceito contra a mulher ainda vai perdurar durante algum tempo, mas você não pode desistir. Precisa ser forte, precisa lutar pelo o que você quer. Junte suas forças, suas lutas e não desista. Ser mulher é ter o poder e a criatividade de sempre dar um jeito.

Então, não importa o que você queira fazer. Se te disserem que isso não é coisa de menina, diga a essa pessoa que ela está errada. O mundo ainda precisa aprender sobre empatia e respeito. Essas duas coisas farão uma sociedade melhor, cheia de amor igualdade e de relação mútua. Porém, enquanto isso não acontece, não desista.

Imagem de capa: Vogue Brasil


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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