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O que você procura?

É natural o ser humano fazer planos ao longo da vida. Aliás, para que um projeto seja executado da melhor maneira possível, é necessário planejar antes, assim como a vida. Mas, em algum momento neste planeta criou-se um mito de que se planejarmos direitinho, quando chegarmos na casa dos 30 anos tudo já se realizou. Bem, tenho uma noticia bem ruim para quem pensa assim. Essa história não deu muito certo aqui não.

Tenho exemplos fidedignos como amigos, colegas, familiares e conhecidos que já chegaram nessa casa e ainda estão construindo carreiras, famílias, sonhos e realizações.

Mas sabe qual é o problema de criarmos um ‘mito dos 30 anos’ para nós mesmas?

A grande cobrança que vivemos alimentando a decepção todos os dias. Muitas pessoas desenvolvem problemas sérios por conta da pressão que vivem no dia a dia.

Claro que não podemos negar que planejar e realizar são coisas incríveis. Mas o que devemos levar em consideração é a forma que estamos encarando as coisas que não deram certo, como eu lido com as minhas frustrações.

Acredito que cada coisa e pessoa tem o seu tempo de realização, independente da idade e dos segundos, minutos, meses e anos que isso levou e/ou levará.

Além do mito dos 30 anos, criamos o mito da felicidade.

Se eu tiver um carro com 25 anos serei muito feliz, se eu tiver feito um MBA com 24 eu serei muito feliz, se eu tiver filhos depois (não antes!) dos 35 será melhor, porque estarei feliz e realizada. Ou ainda pegamos a vida de outra pessoa já “realizada” para servir de parâmetro para a nossa: “Fulana conseguiu comprar o ap novo com 28, ciclano conseguiu um cargo de chefia com 29.” Mas na realidade, nós vivemos 24hs com essas pessoas para saber se essas realizações trazem felicidade a elas de verdade? Sabe a história da grama do vizinho? Então!

Às vezes estamos tão obcecadas que não enxergamos que talvez o caminho certo seja o errado, ou então um pouco mais longo. Mas não conseguiremos compreender isso se continuarmos levantando metas baseadas nas relações pessoais de outras pessoas, ou no tempo que isso leva para acontecer.

Esse medo imediatista que temos de não conseguirmos tudo agora e já é consequência desse mito cruel. É tão subjetivo essa coisa de levantar expectativas sobre coisas que podem ou não acontecer. Vivemos numa sociedade que cria padrões de vivência todos os dias. Se você não tiver algo, não será feliz. Acontece que pecamos achando que isso é uma verdade absoluta.

Mas que tipo de caminho tão ardo é esse que preciso percorrer? Se eu não conseguir o que quero agora, antes dos 30 anos, acabou? E depois? E o amanhã?

Existe o depois, existe as outras possibilidades, o recomeço, as novas tentativas e outros parâmetros próprios que podemos criar. Já parou para pensar que queremos colher os louros  lá na frente, mas por que as realizações não podem ser diárias e de momentos? Por que eu preciso me igualar ao meu primo que passou no concurso, por exemplo? Você quer viver a sua vida ou a dele?

Nos cobramos massivamente para provar aos outros que conseguimos e podemos. Mas e nós que somos personagens principais das nossas próprias histórias? Estou me cobrando por mim, ou pelo padrão? Ou pelo outro?

O único responsável pela sua felicidade é você. O único que vai entender o que tem que ser feito e como tem que ser vivido é você. Pare de se cobrar demais, não existe tempo certo para que as coisas aconteçam. A verdade é que não temos certeza de nada. Vivemos de “e se” e nem nos damos conta disso. Só temos que continuar e ter a ciência de que estamos fazendo o melhor por nós, mesmo que tudo não saia como foi planejado.

Respira, inspira e tenta de novo.

30 anos

Imagem: Reprodução


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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