Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Imaginem a Ivete Sangalo cantando horas a fio em cima do seu trio elétrico ou a Beyoncé cantando “Who Run the World”, finalizando a coreografia com uma bela quebrada de quadril e jogada de cabelo. Poderosas. Absolutas. Confiantes. Divas. Esse é o efeito que a bebida tem em mim.

O álcool é uma espécie de “EmBeyonceator” que acende a diva pop que se esconde atrás da minha pacata alma de garota bossa nova. Resumindo, com meia garrafa de vinho eu largo o banquinho e o violão e só saio de casa se for para subir em cima da barra do bar e rebolar até quebrar o meu quadril (literalmente).

Até pouco tempo atrás isso não era exatamente um problema, mas de uns anos pra cá eu venho sentindo um certo… conflito de interesses.

Por um lado, eu amo a vida boêmia. Adoro os bares, dançar madrugada adentro, os amigos que adoram uma cervejinha/cachacinha/gin tônicas e afins. Por outro lado, uma das lembranças mais felizes dos últimos anos da minha vida foi uma vivência em um retiro Hare Krishna.

Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare

Quatro dias sem álcool, sem cigarro, sem baladinhas, sem sexo, com alimentação vegana e atividade física intensa ao longo do dia. Não tinha nem café, que era substituído por um triiiiiste chá de cevada (pois é, o grão não é usado apenas para fabricação de cerveja. E não, o chá não dá nenhum barato).

Depois do retiro, eu comecei a meditar todos os dias. Acordava cedo e cantava “Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare”, saudava o sol com asanas de yoga, fiz o curso de iniciação do Reiki e estava me sentindo a própria fadinha de luz. Eu fiquei muito impactada com os efeitos daquele estilo de vida saudável, da força das palavras e pensamentos positivos, de como cada parte do meu corpo parecia vibrar de um jeito diferente.

OMMMMMMMMMMMMMMM

O que é o equilíbrio? Onde vive? Como se reproduz?

A questão aqui é que de alguma forma eu sabia que eu tinha que encontrar o meio do caminho entre viver no meio do mato cantando mantras o dia inteiro (que eu acho uma escolha de vida louvável) e passar a noite inteira enchendo a cara, acabando com o meu corpinho e com a minha dignidade (que já deve estar seriamente comprometida). Eu tinha que encontrar o equilíbrio entre esses dois mundos… só tem um probleminha: “Com licença. Moço, onde é que fica esse tal de equilíbrio? Dá para comprar em algum lugar. Onde é que eu encontro isso? ”

Toda a minha vida foi na base do Tudo ou Nada. 8 ou 80. Agora ou Nunca. Eu não consigo sair e tomar um suco de laranja. Eu não consigo levantar e ir embora enquanto ainda dá pra pedir mais uma no bar. E eu não consigo marcar uma hora e ir pra casa bonitinha, botar o pijama, tomar um chá e dormir. Eu só sei circular entre os extremos: enfiar o pé na jaca ou me isolar no meio do mato.

Por isso digo que a maior dificuldade do projeto o Ano do Novo é achar o tal do equilíbrio. Eu nunca pensei em parar de beber totalmente ou deixar de sair. Não queria ter que chegar a uma decisão tão radical, mas o tempo está passando e, se eu não conseguir desenvolver o mínimo de autocontrole, posso chegar a um beco sem saída. Dicas de como fazer amizade com o tal do equilíbrio? Do que ele gosta? Como me aproximar dele?

To be continued…

Leia o primeiro texto desta série aqui!

@ load more