Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Eu quero flores – por ter conquistado a promoção justa que merecia no trabalho.
Eu quero assistir futebol – sabendo ou não a escalação completa do time.
Eu quero casar – mas não preciso disso para ser feliz.
Eu quero ser mãe – mas não preciso disso para me sentir uma mulher completa.
Eu quero uma licença maternidade justa – e isso também implica em uma licença paternindade justa.
Eu quero olhares – atentos e ouvidos sempre abertos quando eu estiver falando.
Eu quero andar na rua – tranquilamente.
Eu quero descer até o chão – sem me sentir mal por isso.
Eu quero transar – com o(s) parceiro(s) ou parceira(s) que eu escolher, quando nós quisermos.
Eu quero chocolates – durante o período de repouso pós-aborto.
Eu quero homens – conscientes.
Eu quero que um dia todas as mulheres (cis, trans, pretas, indígenas, brancas, amarelas, gays, crianças, adultas, idosas, hetéros ou homossexuais) se sintam livres e poderosas para ser o que quiserem ser.
Eu quero oportunidade – de ser quem eu quiser ser, quando eu quiser ser
Eu quero homens corajosos – que não ficam com medo das mulheres terem seu espaço
Eu quero liberdade – de transar com quem, quantos e quando eu quiser
Eu quero respeito – pelas minhas idéias e opiniões
Eu quero liberdade de tempo e espaço.

Eu quero que lembremos de questionar a cultura e sobretudo a linguagem. Como diz Chimamanda: “A linguagem é o repositório de nossos preconceitos, de nossas crenças e de nossos pressupostos”.  E quando reproduzimos falas erradas, atitudes não pensadas estamos perpetuando o que precisa ser corrigido.

Eu quero igualdade e liberdade para o meu corpo e minhas escolhas.

Eu quero respeito genuíno que nos aceita do jeito que a gente é.
Eu continuo querendo a quebra desses padrões de beleza inalcançáveis e não saudáveis.
Eu quero #bodypositive
Eu quero respeito e sentir segurança – poder transitar nos espaços com a roupa que for, no horário que for, sem sentir medo ou ameaçada por qualquer homem ao redor.

Quero que nossas vozes sejam ouvidas sem interrupções ou sem que se apropriem de nossas ideias e argumentos, que nossos corpos possam ir e vir pelo mundo mantendo sua integridade e sendo respeitados como NOSSOS, que nosso trabalho valha tanto quanto o mesmo trabalho feito por um homem, que não sejamos apenadas por gerarmos vidas, numa economia de mercado que pretende que atuemos como se não as tivéssemos gerado versus uma sociedade que pretende que atuemos como se não trabalhássemos…

o que elas querem - 2

Eu quero não ter que entrar em conflito em casa para poder fazer somente 50% do trabalho doméstico.
Eu quero ser acionada somente 50% das vezes em que meus filhos se machucarem, quiserem comer ou precisar de qualquer assistência dos pais.
Eu quero ter a chance de ser gente boa sem ser passada para trás por homens.
Eu quero poder conversar em um posto de gasolina sem alguém rir da minha cara porque acha que sabe mais de carro do que eu.
Eu quero poder ir para a academia a pé com roupas de ginástica.
Eu quero sair do elevador depois dos homens, se eles estiverem mais próximos à porta.
Eu quero não receber elogios de homens surpresos porque eu sei fazer uma baliza perfeita enquanto meu namorado não.
Eu quero não ter que explicar para ninguém que irei à um evento de táxi porque vou beber igual ao meu namorado.
Eu quero não ter que explicar que não vou colocar silicone porque por hora estou feliz assim.
Eu quero ser quem eu quiser ser!
Sem padrões estabelecidos ou regras impostas.
Quero que não existam mais “coisas de menina” ou “coisas de menino”
Quero ser feliz da maneira como eu achar que vou ser como mulher.
Quero liberdade de ser somente eu.

Eu quero poder ser eu mesma, sem medo e sem dúvidas!

Sem medo de ser julgada, pela unha não feita, pelas olheiras aparentes ou pelas roupas que uso. Sem medo de andar na rua sozinha, com a roupa que eu quiser e não ser assediada. Sem medo de pegar transporte público e coletivo a noite. Sem medo de conversar, colocar minhas opiniões. Sem a dúvida de que o cara da academia estava sendo gentil como é com qualquer pessoa e não por interesse. Sem medo de fazer o que eu quiser, quando, onde, como e com quem eu quiser. Livre. Com respeito e equidade.

Eu quero que ‘Thayssa’ seja sempre suficiente para definir quem eu sou, sem necessidade de usar meu gênero para justificar qualquer coisa.

Eu quero que a estética deixe de tomar tanta energia no existir feminino. Que a gente pare de ser representada como meros pedaços de carne. Que a aparência não seja um símbolo de sucesso pra nós. Que a gente possa ser gorda em paz, ser velha em paz, ser feliz em paz. Eu quero que as minas continuem botando pra fuder. Eu quero não ter que explicar que feminismo é sobre direitos humanos. Quero que ensinem as meninas a ser livres e não a sentar de pernas fechadas e pedir licença antes de falar. Quero que a gente não se cobre ser boa em tudo que as revistas falam que é possível conciliar. Quero que a mulherada pare de se limitar, se cortar, se martirizar pra ser pequena, estreita, minúscula. Quero ser grande e ocupar T O D A  A  P O R R A do espaço que eu puder neste mundo.


Neste Dia das Mulheres, mais do que eu escrever sobre as mulheres, convidei algumas para falarem sobre o que elas querem. Definitivamente eu não conseguiria escrever algo melhor. Mesmo. E é fundamental ler tudo isso – especialmente como homem -, assim na íntegra, enxergando repetições de desejos que só reforçam a urgência por resultados.

Não exatamente na ordem à seguir, mas este texto, portanto, foi escrito por: Giulia Queijoz, Juliana Nobre, Amanda Agostini, Thalita Vitali, Paula Gardinalli, Carina Migliacio, Renata Cardetas, Carla Purcino, Gabriela Klein, Thayssa Szymanskyj e Marielen Colombo.

Muito obrigado de coração aberto. ❤

Imagem: Reprodução / O Globo

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