Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Pais helicópteros, já ouviu esse termo? Não é algo novo, mas algo que está aumentando. É um termo de 1960 de um psicólogo israelense, que fala sobre os comportamentos de nós pais, que estamos sempre “sobrevoando” nossos pequenos, com receio de que algo aconteça.

Geralmente, este tipo de paternidade se dá com pais que tiveram muito anseio em engravidar ou então com pais novos e/ou inseguros.

Não estamos falando em descuidar ou deixar de proteger nossas crianças, mas estamos falando em encorajar nossos filhos a baterem os próprios voos!

Quem de vocês já viu aquela criança que é capaz de se alimentar sozinha, recebendo as colheradas de comida na boca? Aí te pergunto: o que você sentiria se fosse capaz de fazer algo sozinha e alguém o fizesse por você? Se sentiria capaz?!

Tristemente, essas crianças estão “amarradas”, sufocadas… existe claro, um amor imenso ali, mas elas precisam crescer em suas experiências para se sentirem capazes!

Existe um ciclo sobre autonomia, independência, segurança e autoestima.

Sabemos que o ambiente familiar é crucial para a construção da autoestima infantil, dessa forma é importantíssimo oferecer atividades que propiciem o desenvolvimento da criança como um ser completo.

Crianças com baixa autoestima tendem a ter sentimentos como a angústia, a dor, o desânimo, a preguiça, a vergonha, desinteresse pelos estudos e outros sentimentos ruins.

Então, estamos falando SIM em favorecer a autonomia de nossos filhos, para que eles consigam fazer suas tarefas diárias e descobrir também formas criativas de brincar e se divertir!

Pois, a autonomia estimula também a criatividade!

Quem aqui o filho ou filha já disse: não tem nada para fazer, estou entediado(a)! Isso acontece porque hoje as crianças estão sempre dirigidas pelos adultos, nós nem percebemos, mas acabamos controlando tudo ao nosso redor.

Uma pesquisa da USP de 2013, com crianças da classe média e alta, entre 5 e 7 anos, mostrou que a presença constante de adultos (sejam pais, professores, babás e demais cuidadores) CONTROLANDO as suas ações atrapalha a autonomia, a criatividade e a espontaneidade delas.

É claro que as crianças precisam de cuidados, para sua própria segurança física. Mas será que precisamos a todo tempo direcionar tudo o que eles vão fazer? Não podemos dar mais espaço para que eles desenvolvam suas habilidades e sua criatividade? Será que não estamos sufocando nossas crianças e perdendo o melhor delas?

“Mãe, do que eu posso brincar agora?”

Ao invés de dar o nome da brincadeira pronta, que tal perguntar ao seu filho: qual brincadeira seria divertido fazer? Qual brincadeira poderiam fazer juntos que nunca fizeram ainda? Qual brincadeira seria um desafio legal nesse momento?

Aprenda técnicas novas de comunicação que te ajudem a acessar seus filhos, que tragam proximidade, intimidade e que permita que eles se expressem… eu costumo dizer que nas crianças estão as melhores respostas!

Permita que seus filhos reflitam, decidam e tenham ações sobre suas vidas – seja um pai ou mãe educador(a), que orienta e encoraja o voo, mas não voa por eles. Assim, nós ensinamos autonomia, criatividade e ainda estamos fortalecendo a autoestima das nossas crianças.

Criando assim, filhos para serem felizes e contribuir para o mundo de uma forma inovadora… buscando a alegria dentro de nós. Faz sentido para você? Compartilhe com suas amigas!

Imagem: Unsplash

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