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A paixão é pra ontem. É pra anteontem. É pra semana passada. Ela nunca quer esperar, conhecer, se resguardar. Ela tem o tempo dela. E nem de longe se parece com o tempo de alguém. Nem de longe.

Você tenta acalmá-la, lhe dizer algumas palavras de consolo, de calma, de reflexão. Ela, como uma criança mimada, sai correndo com as mãos no ouvido gritando “lálálá lálálá”, e simplesmente não escuta. Rodopia por aí, pensando que sabe tudo, mas não sabe. A gente assiste de longe a desenvoltura dela, e sabe que ela à qualquer momento pode cair sem a mínima elegância. Vai ralar o joelho. Vai sim! Mas ela não escuta.

Ter uma paixão é saber que ela nunca age com calma

paixão

Imagem: Pixabay

Eu tô tão apaixonada agora, que não quero nem ao menos saber se a gente tem algo em comum, que dê pra somar e aumentar. Eu noto como a paixão é ansiosa, já conversei com ela. Mas ela se recusa a me ouvir.

Ela nem sabe sua cor preferida, o que te deixa transtornado de raiva, ou simplesmente triste. Ela não sabe sua comida preferida, ou lugar mais querido do mundo. Mas ela já te quer mais do que tudo. Aterradoramente. Eu continuo falando pra ela: “calma menina, espera..” Mas ela segue sem querer papo comigo.

Eu tento retomar nossa conversa, e falo com ela:

“Menina, vai com calma. Não é o fim do mundo. Não é o fim da vida, e nem é a última chance. Você não precisa ir com tanto ardor.”

Mas mesmo assim ela vai. Sempre tão prematura, tão baseada em calores e não em fatos, que acaba se atrapalhando toda.

O amor, na contramão, é aquele todo maduro, consciente, seguro de si e realista. Sabe bem onde pisa e, sabendo, começa a melhorar o chão com as próprias mãos. Sabe dos pontos fracos e fortes de onde você pisa com seus pés e vai com sua característica clara de ideias, pensando nas melhores formas de fazer a caminhada mais agradável o possível. Ele sabe tudo de você, inclusive o que não gostaria de saber. Ele sabe o que  não admira em você mas, mesmo assim, ele não desiste, não vai embora.

Eita, apesar de ser um sentimento, é quase palpável

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Imagem: Pixabay

Eu tô tão apaixonada agora, que nem sei. Não sei como tirar o rosto da minha cabeça, não sei como parar de imaginar o roçar das nossas peles e o gosto da sua língua, e no passeio que ela faria pelos meus lugares mais quentes e molhados. Não sei parar de pensar nas possibilidades, nas diferentes formas as quais a nossa tão querida aproximação possa acontecer.

Eu penso em todas as situações possíveis em que nós possamos nos encontrar e iniciar uma história tórrida. Eu não paro de conjecturar. Mas a minha paixão nem te conhece, veja só. E já te quer todo, inteiro. Isso me consome, e me faz pensar que se não for acontecer, eu vou perder o juízo, mesmo não o tendo em grande quantidade. Eu tento parar com isso, tento focar em outras coisas mas só consigo escrever.

Eu digo para a minha paixão: “Calma menina!”

Mas ela, como toda paixão, é precipitada. E diria eu, até inocente.

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