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Quando eu paro e lembro todas as mulheres e meninas que não tiveram chance, penso no que o mundo perdeu. Mulheres demais estavam em um contexto histórico que não as merecia.

Nem todas puderam ser uma personagem de Jane Austen. Nem todas conseguiram o que Lizzie Bennet conseguiu: em 1813, seguir sua própria mente, nunca se calar e casar por querer e apenas por amor. Elizabeth Bennet é uma heroína clássica escrita por outra heroína que conseguiu vencer a história e é celebrada até os dias atuais.

Mas quantas mulheres foram forçadas ao matrimônio nos séculos passados? Quantas sofreram por amor, por odiarem seus parceiros, por abandonarem quem eram? Quantas, ainda hoje, século XXI, ainda são forçadas? Quantas dramaturgas que poderiam ser tão boas ou melhores do que Shakespeare não tiveram a oportunidade de escrever?

Mulheres com mentes brilhantes foram desperdiçadas por um único motivo: serem mulheres.

Escritoras. Advogadas. Arqueólogas. Físicas. Biólogas. Médicas. Descobridoras. Lutadoras. Conquistadoras.  Rosalind Franklin, que descobriu o formato do DNA. Mas, na escola, aprendemos sobre Watson e Crick, que ganharam o Nobel 4 anos após a morte dela. O tempo de Rosalind Franklin não mereceu sua genialidade. Mesmo assim, ela mudou o mundo. Ela conseguiu o que muitas não conseguiram: a chance de mudar a história. Mesmo que a história a tenha deixado em segundo plano. Dandara, muito menos conhecida que Zumbi, também foi líder do Quilombo dos Palmares.

Não é preciso ir longe no tempo. As meninas são desmotivadas desde crianças, seus potenciais infantis são desperdiçados por falta de crédito. Escolinha de futebol? Jiu jitsu? Muito menos meninas do que meninos. Quantas Martas perdemos no processo preconceituoso de seleção? Quanta força foi aprisionada em pequenas caixas cor de rosa, modificadas por exigência?

A liderança, entre as meninas, é muito menos celebrada do que entre os meninos. Potencialmente grandes nomes da política nunca chegaram a existir por conta disso. As proibições vestidas de limites são muito mais rigorosas para as garotas e não venha me dizer que é por segurança, porque o perigo também está dentro de casa. O perigo também está nos pais que fazem suas meninas acreditarem que não conseguem sozinhas, e nem devem tentar. E aí, anos depois, mulheres são subjugadas pelos companheiros pelas coisas que aprenderam desde cedo. Nas entrelinhas, são colocadas em segundo plano, porque os holofotes não as pertence. Ainda não acabou.

Meninas que poderiam brilhar e mudar o mundo estão aprisionadas em sua condição de mulher, achando que são menos. Fizeram grades para nós, e agora nós temos muito mais armas para quebrar toda a prisão.

Nunca mais a história vai deixar os nomes femininos de lado, porque somos nós que estamos escrevendo, e vamos continuar a escrever, até que não exista mais ninguém que possa apagar nossos nomes dos créditos.

E vamos seguir e transformar as sociedades em um lugar mais justo, honrando as que já se foram, usando seus nomes em camisetas, tatuando seus legados na pele, na mente, na alma.

Você não consegue parar todas nós

Tradução: você não pode parar a todas nós

Vamos mudar o mundo em nome de todas nós.

Imagem: Reprodução/As Sufragistas (2015)


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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