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No fundo somos todos passarinhos vivendo numa selva louca e cheia de arapucas chamada vida. Alguns se encantam com nosso canto, no entanto, querem aprisionar nossa liberdade de voar alto e acabam por transformar nosso ritmo num playback sem graça onde todas as notas não surpreendem ouvido algum. Pessoas que aprisionam a liberdade daquilo que é belo em gaiolas, desconhecem que a obrigatoriedade dos fatos empobrece a virtude da beleza espontânea.

Eu sei que pode parecer filosófico (ou confuso) demais, sei lá, mas quero chamar a atenção de todos aqueles que se acham proprietários da vida alheia (leia mais aqui). Acorrentar o direito de terceiros e ditar regras é tão mesquinho quanto repugnante. Eu disse que a vida era selva, mas nem por isso as ameaças predatórias devem aflorar nosso medo e restringir a busca de espaços meritocráticos ou notórios que estabelece o nosso desejo fim.

As histórias de sucessos mais improváveis foram construídas através de total descrédito, enfrentando opiniões contrárias e críticas negativas. Eu poderia enumerar diversos exemplos, desde casos empresariais até conquistas de raça ou gêneros. Até pouquíssimo tempo a mulher era menosprezada em qualquer atividade extra doméstica – sei que talvez ainda esteja longe de comemorar o término desta condição, mas a luta feminina certamente está ascendendo e empoderando as mulheres a ser independentes, a sentir overdose de liberdade.

Profissionalmente, existe uma multidão de adoradores da cobiça, especialistas aptos a arrancar asas e delimitar nossa trajetória no piloto automático. Afetivamente, costumam brincar com nosso sentimento tentando transmitir a ideia que a cruz é pesada, mas nossos ombros firmes. Em meio a esse carma ideológico, a vida vai passando feito chuva de verão – intensa, rápida e surpreendentemente sem efeito.

Tenho certeza que ninguém nasceu para ser prisioneiro, mas infelizmente aceitamos o cárcere num dado momento, certos que um dia a imensidão dos nossos anseios virá de encontro a nós – louca visão! Nunca vi paraíso se deslocando, porque as asas estão na mente e de forma inexplicável guiam o corpo até o infinito das nossas possibilidades.

Algumas pessoas não acreditam em você - e isso pode ser bom! 1

Enquanto canário, resolvi transparecer que não passo de um pardal. Esse mundo louco me ensinou que pode ser perigoso e despertar a ira qualquer canto que seja lírico demais, no entanto, pardais voam livres por não representarem valor comercial – são esteticamente feios, cagam em tudo e não cantam de modo artístico. É estranho, mas, infelizmente, a inveja costuma furtar nosso brilho e travestir vitória em derrota.

Às vezes, fingir de bobo pode ser a receita eficaz para enfrentar, temporariamente, as mordaças daqueles que não acreditam em você e querem calar o grito da sua mente criativa (embora eu afirme que não irão conseguir “nunca”).

Algumas pessoas não acreditam em você – e isso pode ser bom!

Sonhar é o nosso papel, mas eu sei que, às vezes, nossos sonhos são questionados (por nós mesmos, através da descrença alheia ou por terceiros que morrem de medo do nosso poder progressivo). Não vou desanimar nunca, mas vou fingir de bobo e sem valor toda vez que alguém jogar migalhas no chão me atraindo à arapuca. Lembre-se que na guerra fingir de morto pode salvar a própria vida!

Construa sua fortaleza interna e reforce seu alicerce sem prestar contas a ninguém. Não permita ser inferiorizado na sua crença. O ser humano tem capacidade ilimitada de superação, no entanto, essa capacidade só será efetiva quando houver sincronismo entre alma e coração. Quando as pessoas que não acreditam em você, a nossa vitória não será mais um mero sonho. Portanto, vale fingir de morto, imitar o bobo e se fazer de trouxa para descobrir quem acredita em você.

Imagem: Pinterest

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