Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Acredito eu, que todos tem ouvido falar sobre a polêmica com o Youtuber Julio Cocielo e as demonstrações claras, óbvias e persistentes de racismo, entre outros tipos de preconceito.

Tomou uma proporção que poucos esperavam, inclusive o próprio rapaz. Como disse à uma amiga próxima, tenho certeza que se o que ele falou sobre o jogador Mbappe tivesse sido a única demonstração de preconceito dele, nada disso teria acontecido. Afinal, o tweet em si, abre brechas para outra interpretação.

Seria fácil arranjar uma desculpa qualquer e seguir em frente. Mas estamos falando de cerca de 40 mil tweets apagados e com um conteúdo asqueroso. Nojento. O Youtuber teve a capacidade de mencionar até estupro em seus tweets. Mas claro, ele alegou ser piada. (Oi?) Porém, parte do povo brasileiro é sagaz e não deixa nada pra depois, os tweets foram printados e eternizados.

É um conteúdo incontestável, é claramente racista, pesado, criminoso. Mas vejam só, ele está sendo arduamente defendido por seus seguidores, e por outras pessoas que acham que demonstrações FREQUENTES e PESADAS de preconceito são desculpáveis. Ou que a pessoa no momento que as faz, as faz inocentemente. Ou pela pouca idade. Ou pela ignorância, ou pelo excesso de álcool. Ou, ou, ou…

Cabem tantas tentativas de defesa quando minorias são ofendidas que apenas revisitamos outros momentos da história. Nos quais agressores, abusadores, estupradores são defendidos ou é buscado na vítima, uma razão para seus crimes. No caso de Cocielo, segundo o próprio, temos a má interpretação do público (Oi?) e temos também a falta de empatia com o menino (praticamente uma criança) que não sabe o que é crime e o que não é, em pleno 2018. Dizem que o mundo está chato demais. Ainda mais agora, quando os oprimidos entoam suas vozes, é normal que causem momentos considerados “mimimi” para seus opressores. Não passarão!

Temos os recorrentes ataques de ódio à filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank sendo chamada de nomes impronunciáveis pura e simplesmente pelo ódio. Pela cultura de que somos uns, superiores aos outros, pela cor da pele. Cultura de ódio palpável e que precisamos combater.

Precisamos todos, ser antirracismo e antirracistas!

Lutar contra esse fato histórico que ainda traz suas consequências banhadas a sangue e a tristeza. Não passarão!

Temos Fernandinho, jogador da seleção Brasileira, que após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, teve o seu perfil no Instagram invadido e inundado por racistas e comentários criminosos. Que não somente o ofendia, mas ofendia a família do jogador também. Não passarão!

E por fim, temos a modelo infantil Isabela que teve seu cabelo cortado e alisado pela madrasta que demonstrou considerar o cabelo da menina feio por ser “bagunçado”. Crespo é o nome, a textura é linda e somos ensinadas a não gostar por não estar dentro de um padrão imposto à nós. Um padrão branco. Um padrão que nos diz que apenas mudando à nós mesmas, seremos bonitas. E isso é mentira. Crespo é o contrário de liso e tão lindo quanto. Tão maravilhoso quanto. Não passarão!

Eu leio e releio, e tento entender onde as pessoas conseguem enxergar erros inocentes em meio a tanto ódio. E sigo sem entender. Porque não há entendimento onde não tem amor e compaixão. Não posso falar de preconceito como se fosse uma experiência de vida minha porque não é. Posso e vou atacá-lo por repugná-lo. Vou me posicionar claramente sempre que houver a necessidade. Na mesa do almoço de Domingo com a família, ou com os amigos. Sempre. Mas não posso falar com propriedade por não ser algo que eu entenda claramente, ou algo que eu tenha vivência, não é o meu lugar de fala.

Mas o meu caráter me permite escrever esse texto, meus princípios me deram permissão para desabafar com vocês sobre uma sociedade tão raivosa para alguns e tão complacentes para outros. Esse humilde desabafo também é sobre desigualdade social em todas as vertentes, até mesmo no cumprimento das leis.

Afinal, racismo é crime, não é?

E o que precisa acontecer com criminosos? Ou apenas um certo tipo de criminoso merece ser julgado, condenado e punido? Essa situação cabem várias reflexões e várias tristezas. E cabe mais ainda escutar quem foi atingido diretamente por essas palavras, não somente as do Julio Cocielo mas as tantas outras proferidas diariamente. Em vários contextos.

Nós somos o futuro, quem seguimos nas redes sociais, quem deixamos nos influenciar, quem alimenta nossa mente precisa ser observado e questionado quando preciso for. É preciso repensar vocabulários, expressões, piadas e tudo o que possa criminosamente, ofender aos outros. Para isso, eu vou deixar com vocês aqui alguns links que vão dar à vocês os pontos de vista dos Youtubers negros, que se posicionaram e falaram sobre o racismo desse episódio.

Eu convido vocês à reflexão, vamos? Não podemos mais nos calar!

Imagem: Reprodução / Revista Donna


Agora que você já sabe a importância se ser antirracista, vamos continuar essa conversa no Clube?

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