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Mulher, vamos aprender a lidar com dinheiro de uma forma descomplicada? Olha só: se tem uma coisa que eu aprendi com essa entrevista de hoje, e com a vida de forma geral, é que a gente tem medo do desconhecido.

Então, quando nos deparamos com termos “macabros” e complicados como “poupança”, “investimento”, “Tesouro Direto”, “CDB”, “Fundo de ações” etc, é claro que o primeiro impulso é querer sair correndo. Porém, acredite: não existe coisa MAIS empoderadora que saber cuidar do próprio dinheiro e aprender a caminhar com as próprias pernas, sem depender de absolutamente NINGUÉM pra isso.

E, para provar esse argumento, e esclarecer as dúvidas mais comuns sobre esse assunto, conversamos com uma consultora financeira maravilhosa. Fizemos a ela, inclusive, algumas perguntas que apareceram na nossa rodada de dúvidas apresentada pela Easynvest que rolou lá no Clube Superela, você pode acessar clicando aqui.

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No final do texto, vamos colocar as informações sobre a entrevistada, caso você queira conhecê-la melhor, ok? Por ora, fique aqui comigo, confira nosso bate-papo e bora entender ainda mais sobre esse mundo das finanças!

Superela: Vamos do começo? Afinal, qual é a diferença entre poupar e investir?

Especialista: Na verdade, as pessoas associam poupar com simplesmente guardar dinheiro, e muitas vezes até com o investimento “caderneta poupança”. A poupança é um tipo de investimento (que não é dos melhores) e, por isso, muita gente relaciona o termo “poupar” com ela.

Investir é o que faz você pesquisar as diferentes opções de investimentos e escolher as melhores para os seus objetivos e perfil. Para descobrir qual é ele, é só clicar aqui que vamos te direcionar para uma página que vai traçá-lo em minutos!

Superela: Na sua opinião, qual é a melhor alternativa de investimento?

Especialista: Essa é uma pergunta que todo mundo faz! Tudo depende do propósito da pessoa. Então, por exemplo, se você me contar que quer fazer um investimento para viajar daqui 6 meses, eu vou te falar: olha, esses “x” tipos aqui são bons para o seu objetivo. Se o objetivo for aposentar daqui 30 anos. Aí, é outro tipo de investimento e por aí vai.  

Logo, não existe o melhor. Existe um investimento para o seu objetivo, perfil de risco e, principalmente, conhecimento. Afinal, não adianta nada te falar que “o melhor tipo para o seu caso é uma carteira de ações”, se você não entender nada sobre o assunto. Nesse caso, ela não será boa para você porque TODO investimento precisa ser compatível com seu conhecimento e capacidade de entender o processo. Varia bastante.

Por isso que a gente trabalha muito com a educação financeira: para que as pessoas aprendam mais sobre investimentos e possam decidir por conta própria.

Superela: Mas, de um modo geral: quais são os melhores tipos de investimento para cada caso? Você pode me citar, pelo menos, três circunstâncias comuns que você encontra no seu dia a dia e dizer qual seria a melhor opção (de forma superficial, claro) para elas?

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Especialista: Ok. Vamos supor que você queira fazer uma viagem daqui um ano. Para isso, os investimentos mais interessantes são aqueles de pouco risco e pouca variação para que, no final, você tenha, no mínimo, tudo o que investiu, mais o rendimento. Para esse caso, um dos melhores é o Tesouro Direto Selic [título que age de acordo com a Taxa Selic, a taxa de juros básica do país], em que você  pode resgatar a qualquer momento, é conservador e nunca se perde dinheiro com ele.

Também tem o CDB [Certificado de Depósito Bancário – um título, com caráter de renda fixa, emitido por bancos] (de qualquer banco) em que a pessoa tem a garantia de até R$ 250.000,00 se qualquer coisa acontecer como, por exemplo, falência do banco em que o investimento foi feito ou outros problemas similares, (essa garantia é dada pelo FGC [Fundo Garantidor de Crédito). Com ele, se qualquer coisa acontecer, você terá o valor que investiu – até R$ 250.000,00 – de volta]. Por isso, você pode optar por uma opção que rende mais em um prazo menor, e continuar com a sensação de segurança.

Agora: se para daqui 5 anos, você queira comprar um imóvel, pode continuar pensando num CDB, porém, com prazo maior (de 3 a 4 anos). Podemos pensar, também, em um Fundo de Investimento de Crédito Privado (em renda fixa); ele compra vários tipos diferentes de CDBs, debêntures [São títulos de dívida emitidos por empresas. Funciona assim: você “empresta” dinheiro a uma empresa e ela o devolve com juros]  e outras categorias. Então, por exemplo: enquanto um CDB promete render 120% do CDI [Certificado de Depósito Interbancário – valor de referência de empréstimo entre os bancos. Quanto mais o valor render sobre o CDI, melhor], um Fundo de Investimento pode render 130% por exemplo, já que diversos bancos estão envolvidos.

ATENÇÃO: uma questão não muito interessante é o consórcio [grupo de duas ou mais pessoas que partilham de um objetivo em comum, como comprar um imóvel, por exemplo. Elas formam, juntas, uma poupança para adquirir um bem]. Muita gente recorre a ele com a ilusão de estar investindo para ter um imóvel no futuro. Porém, nele, você não tem rentabilidade, mas sim um custo (que é a taxa de administração do consórcio). Além disso, embora ele tenha sua fama pelo fato de não ter taxa de juros embutida, a sua parcela mensal, no final de cada ano, sofre um reajuste de acordo com os índices de inflação. Então, querendo ou não, essa parcela vai subindo todo ano e ficando mais cara.

Então, o Consórcio não é um bom investimento e eu não recomendo. Acho mais interessante pegar essa parcela que seria paga todo mês ao vendedor do Consórcio e colocar em um investimento tipo CDB.

Superela: E quando o interesse for na aposentadoria?

Especialista: Muita gente não gosta de falar sobre APOSENTADORIA pelo peso que ela apresenta. Porém, é preciso pensar a longo prazo, ainda mais com todas essas questões da previdência. A tendência é que as pessoas não consigam mais viver apenas com a aposentadoria do governo. Por isso, elas  precisam, cada vez mais, construir uma reserva que lhes proporcione um complemento de renda que ajude-a a alcançar a independência financeira.

Para isso, uma boa opção é o Tesouro IPCA+ [IPCA é inflação. Quando a pessoa vai investir nele, aparece lá “IPCA+ X%”. No caso de um Tesouro Direto IPCA + 4%, seu dinheiro investido vai render + 4% todo ano, mais a inflação – e isso é muito interessante porque o seu dinheiro estará sempre protegido contra a inflação. E isso, a longo prazo, é importante porque é preciso garantir que o dinheiro mantenha o poder de compra ao longo do tempo.

Podemos pegar uma parcela menor de dinheiro para investir, também, em ações, ou em um Fundo de Ações, que pode ser uma boa porque às vezes, a gente não tem conhecimento suficiente para escolher as ações corretamente, nem tempo para aprender sobre elas e acompanhar as movimentações. Com o fundo, a gente tem um gestor (uma equipe) especializada nisso que vai fazer uma boa gestão dessa carteira. Uma dica valiosa é SEMPRE INVESTIR EM FUNDOS COM CORRETORAS, como a Easynvest, por exemplo, porque os BANCOS têm uma taxa de administração muito alta, e costumam ser mais engessado. No fundo, os gestores das corretoras são mais independentes e focados.

Por fim, ainda temos os Fundos multimercados, que são fundos que vão investir em títulos de renda fixa também, como às vezes o IPCA+ e SELIC, mas também podem investir em moedas (dólar, um pouco de ações) e usar estratégias para ganhar com essas ações, mas sem correr riscos.

Superela: Se existisse uma receita de “como investir” sem medo, como ela seria?

Especialista: O primeiro passo é aprender a investir. A gente tem muito medo do que não conhece. Para investir sem medo, é preciso ler sobre o assunto, procurar por artigos, blogs e até vídeos que trazem conteúdos relevantes para ir se informando sobre o assunto. Por exemplo, o Blog e o canal da Easynvest no Youtube são um ótimo começo para você ir se familiarizando com os termos que, no primeiro momento, são assustadores e diferentes.

Depois, é preciso definir suas metas (viagem, aposentadoria etc) e destinar um pouco do dinheiro para cada objetivo. Aplique em CDBS de 4 anos, por exemplo, se o objetivo for a longo prazo, e o restinho no Tesouro Direto Selic, caso precise resgatá-lo em casos de emergência.

Por fim, pratique. Abra uma conta em uma corretora, compre o seu primeiro título num Tesouro Selic, que é mais seguro, depois vá para o CDB e por aí vai.

Superela: E qual é a melhor forma de guardar dinheiro para investir?

Especialista: Precisamos proteger nosso dinheiro de nós mesmas. Uma tática importante é a seguinte: no dia que o dinheiro entrar na sua conta, já pega ele e transfere 10% desse valor para a corretora, aplica e esquece que ele existe. Se você for esperar o dinheiro sobrar na conta, não vai adiantar.

Superela: E se a pessoa não tiver condições de fazer isso?

Especialista: Primeiro, é preciso planejar o mês antes das coisas acontecerem. Se você sabe que ganha 3.000 e, após fazer uma lista de TODOS os gastos (casa, filhos etc), percebe que tudo vai dar a conta do valor do salário, é preciso ANALISAR o que pode ser poupado.

Outra coisa: será que daria para aumentar essa renda? Fazer um trabalho extra nos fins de semana? E mais: se conseguir diminuir despesas, invista o que sobrou. Nem que sejam 30 reais, com esse valor você já pode investir no Tesouro Direto. Com o tempo, você vai tomando gosto por investir, ao invés de tomar gosto por gastar (risos).

Por fim, é possível envolver a família nisso também, principalmente os filhos. Explique a eles que você precisa economizar, que as compras no supermercado serão um pouco menores etc. Use, também, a criatividade. Faça os lanches da escola em casa ao invés de dar dinheiro, otimize os recursos para diminuir os gastos. Cancele assinaturas e pacotes que não são essenciais para se viver por um tempo e por aí vai.  

Superela: E se a pessoa estiver no vermelho?

Especialista: Primeiro, negocie essas dívidas. Chegue para quem você deve, seja o banco ou alguma pessoa, e fale que, por agora, não será possível pagar o que deve. Peça por mais tempo, tente ajustar a situação ao máximo. Afinal, o dinheiro que você está gastando agora para pagar apenas JUROS pode ser juntado para pagar a quantia que deve.   

Inclusive, foque em UMA DÍVIDA por vez. Junte dinheiro, faça trabalho extra e pegue a quantia destinada a outras dívidas (vá negociando) para pagá-la e, assim, elimine uma a uma.  

Superela: Por que devo investir? Você considera essa prática uma forma de empoderamento?

Especialista: A pessoa deve investir SEMPRE por várias questões: para realizar os sonhos que planeja na vida, para se aposentar e ter um patrimônio que gere boa renda (quanto mais cedo se investe em aposentadoria, melhor) e por aí vai.

Para mim, isso sempre foi muito importante. Quando tive câncer de mama pela primeira vez, percebi, durante o tratamento, que meu casamento não estava bom. Assim que me curei, pedi divórcio. Minha filha tinha só 3 anos. O que me ajudou a tomar essa decisão foi o fato de ter reservas financeiras e saber cuidar do dinheiro. E foi fundamental, também, para minha cura e, claro, para mostrar a minha filha que a gente tem essa escolha e que pode ser feliz.

A gente fica mais poderosa e tem mais poder pela nossa vida. Podemos fazer nossas escolhas. Já recebi muitos depoimentos de mulheres que querem pedir divórcio, mas não podem porque não têm renda para isso, sentindo-se completamente dependentes dos marido.

Superela: E no caso de profissionais autônomos (que não contam com 13º, FGTS, Seguro Desemprego etc)? O que eles podem fazer?

Especialista: Tem que ter mais cuidado ainda com a reserva, e ela precisa ser até maior que a de quem não é autônomo. É interessante pensar, também, em arranjar plano de saúde e seguro de vida (principalmente se tiver dependentes, e com proteção de doenças graves inclusive, que não é muito caro). Prefira fazer seguros com empresas independentes, e não com bancos.

Por fim, é preciso separar um pouco as duas coisas: a PJ (Pessoa Jurídica) e a PF (Pessoa Física). É importante ter uma reserva para o faturamento de AMBAS. Acontece que um profissional autônomo, geralmente, costuma não saber COMO guardar dinheiro se ele não sabe QUANTO vai ganhar?

Nesse caso, essa pessoa precisa ter os custos reduzidos e pegar o faturamento dos últimos 6 meses para entender qual é a média de renda para, só assim, calcular quanto guardar. Contudo, é importante investir pelo menos 10% dessa renda média destinada à PJ, até ter uma reserva para a empresa e, da renda que vem pra ele, mais 10% para a PF, formando uma reserva mesmo.

Superela: Por fim, você poderia recomendar algumas pessoas ou links para as pessoas aprenderem mais sobre esse assunto?

Easynvest – Corretora que produz conteúdos de alta relevância para investidores iniciantes e avançados ;).

Penso, logo invisto – Para quem gosta de aprender lendo artigos científicos e discutindo ideias, esse é o site perfeito para isso.

Planejar – Para aprender, por meio de vários artigos de Instituições com certificação, a se planejar financeiramente de uma vez por todas.

Como investir – Site criado para incrementar ainda mais a educação dos investidores do país.

A profissional que nos concedeu a entrevista se chama Viviane Ferreira! Para saber mais sobre ela, inclusive, é só clicar aqui.

Assinatura-easynvest

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