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A primeira indignação feminista a gente nunca esquece, né? Ela basicamente acontece quando uma moça se dá conta de que acabou de passar por uma situação a qual um homem normalmente não passaria. E aí, claro, ela fica POSSESSA com isso.

Pensando nisso, a gente resolveu perguntar a nossas seguidoras do Instagram quais foram as primeiras experiências machistas das quais elas passaram e que, principalmente, tiveram consciência disso. O resultado, além de assustador, chega a ser “bacana”. Descobrimos que MUITA, mas MUITA gente passou pela mesma coisa.

Mas isso é bacana, Luísa? Sim! Claro que sim! Por meio dos exemplos, a gente só não consegue controlar nosso “machismo velado”, como nos identificamos e criamos ainda mais vínculo umas com as outras. Lembre-se: juntas somos mais fortes. Ainda mais quando vivenciamos os mesmos obstáculos.

Pois bem: sem mais delongas. Vamos aos relatos!

A primeira indignação feminista de nossas leitoras:

1. Dona de casa desde cedo

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Quem aqui nunca ouviu que deveria tomar frente das atividades domésticas por ser mulher? Pois é, nossa leitora passou pela mesma situação. Na infância, ela teve que cuidar da casa porque seus irmãos “não levavam jeito para a coisa” por serem homens.

Eu não sabia que ter um pinto te atrapalha de pegar numa vassoura/lavar a louça. Mas pelo visto tem gente que pensa assim, né… isso sim é subestimar as capacidades de um homem. O resto é bobagem.

2. Futebol é coisa de menino

Um relato de primeira indignação feminista que me cortou o coração foi o de uma usuária que, quando criança, viu seu pai ensinando futebol para seu irmão e primo, e não foi convidada para o rolê. Tudo isso porque futebol é coisa de homem.

Que bola fora, cara…

3. O muro entre meninas e meninos

Sabe aquele filme bonitinho demais, ABC do amor? Nele, o protagonista, apaixonado pela coleguinha de classe, conta que, durante a escola, um muro imaginário se instaurou, separando as meninas dos meninos. Um tinha nojo do outro.

Bem, isso aconteceu na minha escola também, e tenho certeza de que na de muita gente. Porém, uma de nossas leitoras deixou bastante claro que isso rolava para fora dela também. Afinal, quando criança, ouviu de sua própria tia que não podia brincar com seus primos porque “meninas não brincavam com meninos”.

Acho que essa mulher nunca superou o enredo de Os Batutinhas (a geração dos anos 90 vai entender do que eu tô falando).

4. A turma da limpeza

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Eu nunca entendi esse ritual da família tradicional brasileira de que a mulher, além de cozinhar pra um batalhão, ainda tem que lavar a cozinha. Isso rolou na minha casa, na das minhas primas, amigas, conhecidas e, claro, na dessa nossa leitora também.

A primeira indignação feminista dela aconteceu quando, após um almoço em família, ela foi chamada para lavar os pratos, e os primos dela não.

Acho que homem deve ser alérgico a detergente, porque não é possível.

5. Presente de grego

Ah, desse teve um tanto. O que mais me assustou foi o caso de uma leitora que, junto às meninas da sua sala na pré-escola, ganhou de presente uma VASSOURA, um RODO e uma pá.

É muito irônico isso. A mina tá lá, formando na escolinha já sabendo ler e escrever, com um MUNDO de possibilidades e experiências incríveis pela frente, e qual é a recompensa? Uma lembrança de que o lugar dela é “em casa”.

Pelo amor da Deusa. Até uma pedra ia ser mais interessante que isso.

6. Violência gratuita e marital

A primeira indignação feminista de uma de nossas leitoras foi ver sua mãe apanhando do próprio pai. Ela tinha 7 anos e se sentia desamparada porque ninguém fazia nada à respeito. Afinal, o agressor era casado com a vítima.

Eu só queria lembrar uma coisa: violência doméstica é crime em qualquer circunstância. É muito triste ver as pessoas relativizando isso porque fulana é casada/namora com ciclano. Isso não minimiza nada.

Relacionamento abusivo é coisa séria. E não, a mulher não está naquela posição “porque quer”. Acredite: ninguém quer apanhar na frente da filha de 7 anos. Ninguém quer perder toda migalha restante de amor próprio por causa de um homem. Ninguém quer sentir medo de quem ama.

Se você que está lendo este relato presenciar algo parecido, procure ajuda.

7. “Já pode casar”

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Ah, o famoso “já pode casar”. Uma usuária ouviu isso porque sabia fazer um café muito bom. Outra porque acertou a mão já na primeira receita de bolo, AOS 11 FUCKING ANOS.

Gente, se eu sei cozinhar, eu já posso: tentar novas receitas, abrir um restaurante, montar um canal no YouTube de culinária, morar sozinha e o caralho a 4. NÃO TEM QUE SER CASAMENTO. O mínimo que a gente tem que esperar é que os maridos saibam fazer as mesmas coisas que nós.

Ninguém aqui vai juntar as escovas de dente pra virar mãe de marmanjo não, fala sério.

8. Homens também sofrem com o machismo

A gente recebeu casos de meninos que não podiam brincar de barbie com as irmãs porque esse não era um passatempo apropriado para eles. Vimos, também, um primo que foi fortemente repreendido porque ninou uma boneca nos braços (imitando o pai, que carregava sua irmã mais nova no colo).

Isso sem falar nos clássicos “homem não chora”, “tá parecendo uma menina” e por aí vai.

Na moral? O tabu em torno da masculinidade frágil já passou da hora de ser extinto.

9. Menstruou, dançou

A primeira indignação feminista de uma de nossas leitoras foi aos 11 anos. Assim que a mocinha menstruou, sua mãe a proibiu de brincar com seus primos homens.

Eu simplesmente prefiro nem comentar, de verdade.

10. A primeira indignação nem sempre é a pior

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Nossa leitora conta que já passou por várias, mas a MAIOR indignação feminista da sua vida foi quando tinha 17 anos. Ela foi se inscrever em um curso de mecânica automobilística. A moça da recepção, de prontidão, contou que esse curso era destinado SOMENTE a homens. Lá, ela tinha as opções de fazer aulas de manicure, cabeleireira etc.

Eu preciso até tomar uma água depois dessa.

Xô, machismo!

Essas são só algumas das raivas que a gente passa por essa vida. A primeira indignação feminista, no entanto, costuma sempre ser mais forte e doída. Afinal, é nela que todas nós entendemos que, de fato, existe uma divisão social entre mulheres e homens que colocam os caras lá em cima, e a gente lá embaixo.

Por isso, a gente tem mais é que dar as mãos, fazer de tudo para não replicarmos esse tanto de baboseiras para meninas mais novas que nós e seguirmos em frente, sempre juntas.

Imagem: Reprodução / Netflix

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