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Ao dar um basta numa situação que nos afeta negativamente, somos até determinadas ao fazê-lo. Mas quando o assunto é seguir em frente, parece que não sabemos como dar o primeiro passo. Estagnamos e, assim, ficamos por algum tempo. Talvez por medo de vivermos uma experiência ruim novamente. Quem sabe é porque nos prendemos ao passado com unhas e dentes e ali ficamos, convencidas de que algo mágico irá nos acontecer… E assim, tudo voltará a ser como era antes. Ensaiamos até alguns passos pra dar e, de repente, tudo desanda e recuamos outra vez.

seguir em frente

Por conta disso, nos convencemos de que somos desprovidas de sorte, agouramos a própria vida e acusamos o nosso destino. Afinal, a gente não quer acreditar que acabou, finalizou… terminou. Parece assustador aceitar que as coisas não serão mais as mesmas e que é preciso não olhar para elas com aquele olhar de aconchego. Afinal, será em vão.

O coração fica até apertado quando percebemos que podíamos ter evitado muita mágoa, noites mal dormidas e discussões infundadas. Quando ao primeiro sinal de que era melhor parar por ali e traçarmos um novo começo, insistimos. Insistimos em nome de alguém, da família, do outro, da solidão, por conta das falácias alheias, exceto por nós mesmos.

Por que continuamos insistimos tanto?

Porque não sabemos esquecer as circunstâncias e afrouxar os laços que fazemos na vida que tanto nos doem. Sempre queremos deixar-los ali, a nossa disposição, ou permanecemos alimentando o sentimento, igual fazemos com um passarinho que visita o nosso lar toda manhãzinha. O pássaro não quer a nossa presença e atenção, só usufrui do que oferecemos para alimentá-lo.

Então, para garantirmos observar a sua beleza, o alimentamos, repetindo para nós mesmos que se ficarmos ali, insistindo, algo irá mudar de repente. No amor, chamo isso de apego. Muitas vezes o outro não nos faz sorrir mais, porém, o medo que temos de não encontrar outro alguém se torna uma corrente que aprisiona a nós mesmos.

O que precisamos é seguir em frente.

seguir em frente

Parar de regar qualquer terreno do passado achando que irá florescer quando já é solo infértil. Mesmo com os nossos olhos, ainda encharcados, o peito amassado e o sorriso desbotado, é preciso que sigamos em frente. A gente pode até retrucar dizendo que já deixamos o passado pra trás. Porém, se a vida parece não andar, significa que decidimos tudo exceto seguirmos em frente.

Claro que não é fácil sairmos da nossa zona de conforto e recomeçarmos algo: dá medo, angustia, às vezes dá até preguiça mesmo de voltarmos ao início do jogo, de começarmos uma outra relação. Terminar um romance não sugere que estamos seguindo em frente, é importante salientar isso.

Afinal, do que adianta não compartilharmos mais a vida com alguém e continuarmos com um “nós” em todos os nossos pensamentos e decisões?! Seguir em frente é planejarmos, desejarmos, realizarmos sonhos sem incluir o outro, mesmo que só em nossos pensamentos. É dar sentido a nossa vida sem aquela sensação dolorida no peito de tanto imaginar de como seria com fulano. É fazer coisas que gostamos de viver, saboreando aventuras sem lembrar sequer de terceiros. Quanto mais encontrarmos respostas para o que é e não para o que acreditamos que deveria ser, mais nos sentiremos ávidos para seguirmos em frente.

Imagem: visualhunt


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo sobre seguir em frente, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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