Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

A Jout Jout, maravilhosa, postou um vídeo em seu canal no YouTube, essa semana, lendo um livro. Sim, você não entendeu errado. Ela literalmente pegou o livro, abriu e foi lendo e nos mostrando as ilustrações. O vídeo, que tem pouco mais de oito minutos, é sobre o livro ‘A parte que falta’ e, antes de continuar com esse texto, gostaria que você dedicasse um tempinho da sua vida para assistir a grandiosidade que tem esse pequeno livro infantil.

Pausa.

Isso.

Respira um pouco, absorve um pouco.

Veja de novo se preciso for (eu assisti três vezes seguidas). Faça sua reflexão.

Eu tirei a conclusão, pelo tanto de gente que compartilhou o vídeo e procurou o livro, que cada um sentiu o impacto em algum ponto. ‘A parte que falta’ parece nos atingir em cheio bem naquele pedacinho que nos falta, naquele buraquinho que nos incomoda e, veja bem, a parte que me falta não necessariamente é a parte que te falta e acho que por isso esse livro (e esse vídeo) é tão genial e tocante.

Eu fiquei ruminando o vídeo por dois dias. Fiquei lembrando de toda a história e tirando minhas conclusões, que variaram. Me vi tentada a entender a moral da história, sabe? Fiquei ali, pensando nisso e naquilo. Se o autor quis dizer isso ou aquilo. Se o autor quis dizer alguma coisa ou só mostrou uns fatos e tirem as conclusões que quiserem e, enfim. O fato é que o vídeo-livrinho me fez tirar três conclusões, que lhes apresento abaixo.

Qual a parte que te falta?

1. A parte que falta parecia uma parte perfeita

O boneco saiu rolando em busca da parte perfeita, que se encaixasse melhor naquele partezinha que ele sentia que faltava. Isso me remeteu a todas as vezes que buscamos um ‘ideal’, um ‘perfeito’, seja na vida amorosa, seja na vida profissional, seja num lugar para morar, etc. Idealizamos tudo o tempo todo e, bem, quando encontramos do jeito que imaginamos, nem sempre é tão bom ou tão legal assim.

2. Não faltava nada

Sei lá, vi o boneco rolando e buscando a parte que faltava, mas não lhe faltava nada e ele era feliz por poder rolar, cantar e observar o mundo. Encontrando a partezinha, ele descobriu que era completo e que o ‘algo a mais’ só lhe atrapalharia. Ele poderia até bater um papo com a partezinha, mas não deixar a partezinha ser parte de si, porque isso o mudaria.

3. Essa é a minha favorita

Um link entre a primeira e a segunda reflexão. A parte que faltava, não era a parte ideal, que encaixasse perfeitamente. Ele era completo com seu buraquinho e era feliz e cantarolava. Não precisava de uma parte perfeita, não precisava sentir falta da parte que lhe faltava, mas que gostava de curtir o mundo, as coisas e as companhias. Para mim, a parte que falta é a descoberta que não lhe falta uma peça perfeita, mas uma companhia. Pra mim, a parte que lhe faltava, era a doce borboleta…

Parece bobo, né? Talvez até seja, mas sei lá. Eu gosto de pensar que a gente perde de encontrar boas companhias por frisar demais em algo que apenas idealizamos. E, sendo assim, não percebemos quando o buraquinho já havia sido fechado, porque imaginamos que o buraco é maior do que o buraco que a borboletinha poderia tampar.

‘A parte que falta’ é um livro infantil que veio para contar aquilo que adulto não consegue explicar – e entender.

Imagem: Reprodução / Youtube

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