Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Frequentemente, somos bombardeados de informações nas redes sociais.

Você abre o Instagram e se depara com aquela modelo, magérrima, vestindo uma roupa de grife que é tendência neste inverno.

Abre o Facebook e se depara com postagens sobre a dieta da moda, a melhor make para o dia a dia ou a imagem de uma praia paradisíaca.

Abre o LinkedIn e lê o relato de alguém que, no auge dos 20 e poucos anos, se tornou um empresário bem-sucedido ou que atua em uma das empresas mais desejadas no mercado de trabalho.

Não é difícil fazer uma relação com o alto índice de ansiedade e depressão que vem atingindo cada vez mais as pessoas.

Imagem: Pinterest

Por mais que a gente não queira ou tente evitar, muitas vezes, somos sugadas pelos padrões que insistem em existir por aí: o corpo perfeito, o sorriso que precisa estar estampado 24 horas por dia no rosto, o trabalho dos sonhos, a melhor viagem, a casa própria e o relacionamento feliz.

Pensando nisso tudo – principalmente depois de assistir ao último episódio de Black Mirror que saiu, o “Rachel, Jack e Ashley Too” –, te pergunto: você é capaz de calcular o quanto deixa de ser você mesma por conta destes padrões?

Quantos foram os sacrifícios que você já fez, os sapos que engoliu, as noites em que deixou de dormir e as vezes em que fez coisas, contra a sua real vontade, somente por uma necessidade absurda de se encaixar?

Eu mesma confesso que já fui muito absorvida por estes padrões. Alguns exemplos:

  • Já fiz dietas malucas para usar uma roupa mais apertada;
  • Já tentei afinar o meu rosto com um aplicativo de beleza;
  • Já me condenei a trabalhar em lugares que me sentia infeliz, não só pela necessidade financeira, mas também por consumir a ideia de que é preciso se sacrificar para obter sucesso;
  • Já deixei de dizer a minha real vontade para um homem por medo de que ele me julgasse pelos conceitos machistas que escuto.
  • Já me senti péssima por estar longe de alcançar a vida que eu imaginava que teria, quando era apenas uma criança, na idade que estou hoje.

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Estes são só alguns exemplos, mas foram muitas as situações em que me vi agindo de uma forma que não era natural para mim. É por isso que sempre me questiono sobre estes comportamentos que são muito mais alimentados por fatores externos do que pela minha essência, pelo que eu realmente sinto.

Cada vez mais eu tento desconstruir o que eu percebo que não é meu de fato.

Cada vez mais eu tento separar o que vem de mim e o que eu passei a acreditar por um fator externo, como algo que meus pais sempre diziam, algo que “aprendi” ao assistir à experiência de alguém etc.

É aí que vem mais uma importante reflexão: você consegue identificar quais valores e crenças, que você carrega, que são realmente tuas?

Aprofundando ainda mais esta reflexão, quero lembrá-la de que temos muitos exemplos de pessoas que pareciam viver uma vida perfeita, mas sofreram de depressão, se entregaram a algum vício ou até mesmo se suicidaram.

Da mesma forma, temos também exemplos de pessoas que não seguem os tais padrões e são felizes.

A verdade é que não existe regra, assim como não deve existir nenhum padrão.

O importante é o bom e velho clichê de que você precisa ser você mesma. Precisa fazer as coisas por você e para você.

Afinal, é muito mais fácil ser infeliz tentando agradar aos outros do que seguindo os teus sonhos e a tua própria essência.

“Se precisa forçar é porque não é o seu tamanho. Isso serve para anéis, sapatos, amizades, profissões e relacionamentos.” Autor desconhecido

Imagem: Pexels

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