Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










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Bebi o último gole de guaraná mais rápido do que o normal, parecia que era a  última dose de uma bebida etílica. Tava tudo normal. Trabalho, curso, cinema nos fins de semana, conversas com amigos e sexo em dia. Mas sabe aquela velha sensação de “eu não to fazendo tudo que poderia”? ela continua ali e ultimamente tem incomodado mais do que segunda-feira fria e chuvosa.

quase trinta

Eu quero que você seja tão, tão feliz. 

Eu não quero parecer uma pessoa ‘reclamona’ e que nunca está satisfeita. Eu tento sorrir e seguir a vida. Sorrir e acenar. Ainda assim, meus quase trinta tem pesado cada dia mais. Tenho quase trinta e ainda espero pelo grande passo da minha vida. Aquele acontecimento que me dará o aval de mulher de sucesso. Afinal, disseram que 30 é a idade do sucesso.

Tenho quase trinta e eu ainda passeio entre o mundo das ideias e o real.

quase trinta

Pensar que já tenho quase 30 me deixou incomodada. A questão é o tempo. Não estou preocupada com as rugas – nem tato -, minha preocupação é com o tempo. Comecei a pensar que tenho menos tempo para fazer tudo que eu gostaria de fazer. Essa ideia martelou na minha mente numa tarde dessas e resolveu continuar até a madrugada comigo. A única solução plausível foi negociar comigo mesma: agora eu iria começar a fazer tudo que sempre quis. Essa promessa me levou a outra questão: o que eu sempre quis? Mais uma pergunta complexa. Tenho quase trinta e quase nunca parei para pensar em tudo que sempre quis.

Essas questões passam pela sensação de ser maior do que se é. Ou, maior do que tem sido. Longe de ser alguém presunçosa, mas como diz na letra do Teatro Mágico, “eu sinto que sou um tanto bem maior”. E isso me leva a pensar sobre propósito. Acredito que essa palavra tenha tudo a ver com fazer tudo que poderia. Certa vez numa palestra para mães empreendedoras foi unânime o motivo de empreender: propósito. Todas queriam algo a mais, queriam fazer alguma diferença no mundo. Tenho tentado alinhar todas essas questões e assim me tornar uma trintona com menos questões de 25.

quase trinta

Eu acho que nascemos para brilhar…

Por outro lado, não é justo desvalorizar todas as conquistas. Tenho quase trinta, sim. Ainda falta muito por fazer, mas já fez coisas das quais me orgulho. E os aprendizados? Seria impossível mensurar tudo que venho aprendendo nos últimos anos.  Nada está pronto. Nem mesmo aos 30 vai estar. Quase 30 coloca medo na gente, no entanto, se olharmos com olhos mais gentis veremos que já fomos muito corajosos. Se pararmos para pensar, quase 30 tem até um quê sensual. “Sou uma mulher de quase 30”, eu imagino uma mulher decidida e de batom vermelho. Dona de si.

Propósito… Fica cada vez mais nítido que é minha palavra. Não só minha, é de muitas mulheres de quase trinta, quase quarenta… E por aí vai. Não sei se esse propósito nasce com a gente, mas sinto que ele vem sendo descoberto por mim a cada dia. Tenho quase trinta e ainda não fiz metade do que sei que posso fazer. Mas ter quase trinta também me deu muito mais coragem para errar e continuar em frente. Trinta deve ser a idade em que a gente perde o medo e mete o pé no mundo. É a idade de pessoas que fazem. Baseado em estudo nenhum, só na crença de uma quase trintona que espera que o tempo seja generoso e não corra tanto.

Espero que 30 seja só um número e que olhemos para trás com orgulho dos nossos quases e finalmentes.

Imagem: Reprodução / De repente 30

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