Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

As mensagens são vistas, mas não são respondidas de imediato que é para não demonstrar tanto interesse; os encontros são deixados para outro dia, pois há coisas muito mais importantes para se fazer; os sentimentos existem, mas não podem ser ditos já que podem parecer fragilidade. Se nada der certo, é só sumir, não escrever mais e passar para a próxima pessoa.

São tempos difíceis para quem não tem medo de demonstrar emoções, para quem se entrega e tenta ser sincero, pois vivemos em uma época que jogos emocionais estão em alta e quem não curte jogar acaba sendo visto como desesperado e que não deixa as coisas acontecerem “naturalmente”.

E o natural hoje em dia é fingir que você não se importa, mesmo se importando, é deixar as mensagens não respondidas, mesmo querendo loucamente responder, é deixar encontros para outro dia, mesmo querendo se encontrar, para que a pessoa saiba que você tem outras prioridades.  O cool dos relacionamentos agora é a superficialidade e quem vai contra isso, pois não curte jogos, é visto com estranheza.

Onde já se viu responder à mensagem na mesma hora? Que loucura é essa de querer encontrar uma pessoa? Nunca vi alguém dizer tudo o que sente e ser sincera assim tão rápido! Pois é. São tempos difíceis para quem acredita que não se tem tempo a perder, que sentimentos devem ser expressados, que os momentos devem ser vividos com intensidade e que sinceridade emocional é muito importante.

A solidão de quem não curte jogos emocionais

Em uma época de relacionamentos líquidos, quem é sincero tem que aprender a lidar, constantemente, com as frustrações de mensagens não respondidas, encontros não marcados e sentimentos não correspondidos. Quem não faz jogo também tem que aprender a lidar com a solidão e com a não compreensão por parte de quem ainda teima que seguir as regras do jogo é a melhor maneira para não sofrer desilusões e não demonstra fraqueza.

A sinceridade está tão escassa e os amores tão superficiais que houve uma inversão e agora quem não faz jogos emocionais é visto como alguém que está se precipitando, quebrando a naturalidade da relação e cortando o clima. Parece que ninguém está percebendo que jogos não levam a nada, não permite conhecer o outro e só traz distanciamento.

Quem está jogando pensa que está no domínio, mas isso é uma ideia extremamente equivocada. Quem joga coloca máscaras e está simplesmente afastando o outro. Há a ideia de que jogos são meios de conquistas, mas na verdade esses joguinhos só produzem perdas. No entanto, parece que não há preocupação com isso, pois logo se encontra outra pessoa para começar tudo novamente. A questão é até quando? Até quando é possível agir de maneira robótica, sem naturalidade e se sabotando emocionalmente?

“A modernidade líquida em que vivemos traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos – um amor líquido. A insegurança inspirada por essa condição estimula desejos conflitantes de estreitar esses laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos.”
(Zygmunt Bauman)


Que tal ajudar a nossa usuária que está lidando com jogos emocionais? É só responder a pergunta abaixo:

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