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Pessoas com nanismo têm que enfrentar diariamente a exclusão da sociedade por conta de sua condição. Eles são excluídos do mercado de trabalho e vistos como motivo de piada. Segundo pesquisa do IBGE, existem em média 20.000 pessoas com nanismo no Brasil, sendo 10% somente no Estado de São Paulo.

E mais do que ser um exemplo para essas pessoas, a influenciadora digital Rebeca Costa decidiu fazer a diferença. Ela traz uma visão de mundo muito além daquela que vemos no cotidiano. As pessoas precisam entender que que existem sim indivíduos diferentes, mas isso não justifica a discriminação.

Alguns avanços na tecnologia fez com que problemas de saúde comuns em pessoas com nanismo fossem diminuídos significativamente, como conta a Geneticista Raquel Germer:

“Era comum para as pessoas com essa mudança genética apresentarem problemas de sobrepeso, dor nas articulações, desgaste nos ossos e atrofia parcial dos músculos, entre outros problemas. Com o avanço dos estudos sobre genética e células, a vida desses pacientes vem melhorando, atualmente recebemos 30% menos pessoas com essas queixas do que há 5 anos atrás.”

Porém, nem tudo são flores. Diariamente pessoas com nanismo precisam conquistar seu espaço na sociedade e mostrar que não são apenas “entretenimento”.

Rebeca conta que luta contra o esteriótipo de que pessoas com nanismo são motivo de piada ou pena. Ela ensina como as pessoas podem adaptar suas roupas (já que o mercado da moda não pensa neles) e, principalmente, como manter a autoestima.

Por isso, criou o perfil @looklittle, para que todos possam ter fácil acesso a essas informações e dicas.

Filha de pais com estatura normal, é a caçula, de três irmãs que não possuem nanismo. Atualmente promove debates sobre nanismo e a visão da sociedade sobre essas pessoas. Mesmo com este grande desafio, Rebeca acredita que a mudança vem de gota em gota e coração em coração.

Entrevistamos Rebeca para saber um pouco mais sobre sua visão sobre o assunto e como desmistificar alguns tabus.

1. Alguns esteriótipos da sociedade de “padrões” de modelos a desmotivaram em alguma época? Você sente que inspira outras pessoas com nanismo?

Rebeca: Eu prefiro dizer que eu SOMO à elas. A luta é nossa, e eu senti no coração de criar o projeto pra somar e fazer algo em prol do positivo, assim como eles fazem pro Looklittle. Costumo dizer que o Looklittle não é só meu, é de todos que se sentem representados.

2. Como chamar pessoas com nanismo? “Anão” é um termo pejorativo?

Rebeca: Chamando apenas de pessoas haha. Não temos um nome especifico para pessoas de alta estatura, assim como não precisamos informar a outras pessoas que X pessoa é de estatura alta, apenas somos pessoas e quando precisamos informar sobre nosso tamanho apenas falamos “Tenho nanismo”.

3. Qual sua meta de vida?

Rebeca: Continuar sendo feliz e mudar vidas cumprindo meu propósito na terra. Eu prefiro viver um dia de cada vez.

4. Como a sociedade pode colaborar para que pessoas com nanismo se sintam inclusas?

Rebeca: Respeitando, sem distinção. Não instituindo barreiras para impossibilitar o nosso acesso onde não existe, como no mercado de trabalho por exemplo.

5. Qual conselho você da para as pessoas com nanismo?

Rebeca: O que as pessoas falam, é o que elas falam e o não o que você é! O preconceito é um mero achismo, assim como qualquer defeito ou qualidade depositada em você.

Olha-se com o próprio olhar, conheça-se e veja o quanto é incrível o que você carrega sem medidas! Sua auto estima não depende de padrão de revista, muito menos do que acham de você. Não se apoie e nem se conforte nisso, pois ela só depende de uma coisa: do tamanho da profundeza do seu conhecimento sobre você mesmo.

Imagem: Reprodução / Instagram

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