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Vamos fazer um exercício? Volte lá na sua infância e pense em quantas bonecas negras você teve. Eu aposto que sua resposta vai ser nenhuma. Ninguém queria ter uma boneca negra, né? Ela não era a mais bonita, não era fácil de achar e ninguém incentivava as crianças a olharem para ela com um olhar mais carinhoso.

Eu sempre tive MUITAS bonecas. Minha infância foi cercada delas com todos os seus acessórios. Brincava com todas, mas a que mais amava era um mini neném negra – aquelas pequenininhas que você comprava por 5 reais no caixa do mercado, sabe? Nunca entendi porque gostava tanto daquela boneca tão simples, até que cresci e percebi que ela era a minha favorita porque se parecia comigo.

Quando a gente fala sobre representatividade em brinquedos, o que a gente quer é ter bonecos que vão além do estereótipo branco, loiro e de olhos claros que representa pouquíssimas crianças na nossa sociedade. A gente fala sobre mostrar aos pequenos que a boneca negra, que a diversidade, também é linda.

Segundo pesquisa realizada pela ONG Avante em 2016, apenas 3% das bonecas encontradas no mercado são negras. Num país em que mais de 50% da população se declara negra, isso é um tanto quanto sintomático, né?

Autoidentificação é fundamental para as crianças, então se um brinquedo tão bonito quanto uma boneca não se parece com ela, a perda de autoestima pode começar já na infância e perdurar por todo a fase de crescimento até a vida adulta. E ainda falando sobre a pesquisa, você pode dizer que muita coisa mudou de 2016 pra cá. Infelizmente, te digo que não. Realizada novamente pela mesma ONG no começo deste ano, a porcentagem de representatividade nos brinquedos subiu apenas 4%.

Por isso, cada vez mais é importante enaltecer iniciativas que apoiam e propagam essa ideia. Conheci nas últimas semanas o Amora Bonecas, que faz parte do projeto Negras Potências, uma iniciativa de Coca Cola Brasil para apoiar por meio de financiamento coletivo projetos de mulheres negras empreendedoras.

O ateliê Amora cria brinquedos e ações efetivas para representatividade negra na infância. Para cada boneca vendida, uma é doada para crianças carentes e, além disso, o projeto também faz oficinas e produz eventos chamados de “Eu brinco, eu existo” – eles são feitos em parceria com instituições públicas de ensino infantil e apoiam a promoção da igualdade racial na educação básica. Clicando aqui e apoiando este projeto, você pode receber diversas recompensas desde livros e CD’s, as bonequinhas e até um spa infantil!

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Ao se ver representada num brinquedo com feições tão lindas e dóceis, as crianças negras vão entender que elas têm o mesmo espaço que uma pessoa branca. Isso vai ajudá-las a construir autoestima e protagonismo, fazendo com que elas consigam procurar por identificação em todas as fases da vida.

Para as crianças brancas, a diversidade nos brinquedos ensina que essa mesma diversidade existe também na vida e deve ser celebrada e respeitada.

Ao comprar uma boneca para dar de presente, pense nisso: pense que ao quebrar os padrões já instaurados há tanto tempo, você vai ajudar a criar uma criança negra mais confiante e/ou uma criança branca mais empática.

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