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O que você procura?

O pensador francês Jean-Paul Sartre, principal nome da filosofia existencialista traz em seu livro “L’Être et le néant” (O Ser e o Nada):

“(…) Estou condenado a ser livre. Isso significa que não se poderia encontrar para a minha liberdade outros limites senão ela mesma. (…)”.

Sem aprofundar muito em todos os conceitos filosóficos, ele tenta mostrar que a realização do homem é definida por suas ações e essas são de sua total responsabilidade tanto para o bem quanto para o mal.

Nós escrevemos a nossa história!

Somos autores do nosso destino, embora quase sempre tentemos fugir às nossas responsabilidades. Ou ainda de forma mais profunda ele nos mostra que primeiro existimos e quanto a isso não podemos escolher onde, como ou quando vamos nascer. Mas dar um significado à nossa existência é responsabilidade nossa: Somos obrigadas a conduzir a nossa liberdade de escolha e colheremos sempre os frutos do que plantarmos.

Não culpe os outros, assuma os seus atos!

Os existencialistas negam que exista Deus ou natureza para culparmos caso fracassemos. No entanto, eu não acredito que devamos pensar de forma tão extremista. Não precisamos necessariamente negar a existência de Deus, apenas precisamos assumir a responsabilidade pelos nossos atos. Muitas vezes atribuímos a Deus ou aos outros os resultados dos nossos fracassos ou da nossa inércia. São comuns frases como:

“…Eu tomei essa decisão porque você me obrigou a fazer assim…”

“…Eu não podia fazer nada porque você não me deu escolhas…”

“…Eu simplesmente entreguei nas mãos de Deus, porque Ele sabe o que faz…”

“…Se eu agir dessa forma como você agirá?…”

“…Acho que Deus não quis…”

Deus existe sim, mas a sua vida é responsabilidade sua!

Volto a dizer, eu realmente acredito na presença de Deus nas nossas vidas e, isso realmente é uma opinião bem pessoal. No entanto o que defendo aqui é que não devemos usar nem mesmo Ele como “muleta” ou desculpas para escolhas que só cabem a nós mesmos. Ele nos presenteou com as nossas vidas e a nós cabe atitude, coragem e força para conduzir tudo da melhor maneira possível, não podemos culpar os outros por nossos erros.

É certo que a liberdade de escolha também pode gerar muita angústia. Não ter a quem culpar por nossas falhas nos torna mais vulneráveis, frágeis e por vezes até mesmo impotentes, mas não assumir a nossa responsabilidade é apenas uma maneira de tentar nos enganar e de fugir à nossa consciência. O homem jamais poderá optar por não ser livre, pois no fim das contas até não escolher alguma coisa já é uma escolha.

Devemos assumir autoria da nossa própria história!

A nossa felicidade está sempre em nossas mãos. O caminho não é linear, seguimos errando e aprendendo, caindo e levantando e, ao escolhermos um caminho deixamos tantos outros para trás. Perdemos algumas coisas, ganhamos outras, ferimos algumas pessoas enquanto outras ficarão felizes. Mas o que não podemos mesmo é ter medo de arriscar seguir em frente com a liberdade e as consequências desta.

Falamos tanto em liberdade todos os dias, até falamos em lutar por ela, mas quem está realmente preparado para ser livre? Fica aqui meu questionamento…

Imagem: Unsplash

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