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Eu mal sei por onde começar. Estou meio sem ar, meio sem eira nem beira. Amo a descoberta. De novos lugares, comidas, pessoas, sentimentos. Amo descobrir. Hoje, eu desvendei a existência de Rupi Kaur, uma poeta que me fez chorar lendo em voz alta suas linhas.

Eu não sei se isso já aconteceu com vocês, nem sei o que aconteceu ao certo. Essa identificação, essa admiração quase que imediata, que parece um tapa na cara. Com toda a força e rispidez que possa existir. Eu levei uma surra dessas palavras fortes e amarradas de forma apaixonada. E que surra!

Rupi Kaur – Arrebatadoramente linda

Era como se estivessem falando de mim, e de meus segredos mais íntimos, em uma sala cheia de pessoas. Quando falam da gente, não falam apenas de um ser em isolado, falam de uma vida, um conjunto de acontecimentos, sensações, expectativas, feridas. É algo grande e intenso. Me senti exposta, escrita por outras mãos.

Se reconhecer integralmente em uma descrição, crônica, poesia ou qualquer que seja a forma, é desconcertante. Eu acho que posso até dizer que me senti perturbada, para, logo em seguida, sentir um calor de reencontro com ela e sua forma de expor o que vai em seu coração.

Eu nem sei se conseguirei nessa pequena conversa entre nós (eu e vocês, leitoras do Superela) passar a enormidade, o poder e o sentimento avassalador o qual eu pude experienciar. No final, espero que não somente possa, como de fato passe. E, além disso, espero que aconteça o mesmo com vocês. Por isso o texto de hoje é para apresentar vocês a ela.

rupi kaur

Imagem: Reprodução Instagram @rupikaur_

Eu amo poemas, poesias e crônicas.  Gosto de tudo o que a escrita e a literatura podem proporcionar. É orgânico. E eu tô perdidamente apaixonada por Rupi Kaur.

Ela é uma poeta Canadense nascida na Índia. Contemporânea e feminista, ganha mais notoriedade a cada clique em suas redes sociais, especialmente no Instagram, onde é conhecida popularmente como Instapoet.

Suas linhas ganham likes e se espalham de uma forma graciosa pelo mundo digital.

Lançou seu primeiro livro, Outros jeitos de usar a boca (Tìtulo original: Milk and honey), de forma independente em 2014. Sua primeira obra chegou ao Brasil pela editora Planeta, vendeu mais de um milhão de cópias e se manteve na lista dos mais vendidos do The new York Times por 40 semanas. É isso mesmo, 40 semanas!

Seus versos são como punhos serrados que te acertam, te deixando tonto, diria eu até assustado. Eles falam deliberadamente de forma impactante sobre abuso, amor, agressão e violência.

O trauma na vida das mulheres é o que conduz sua escrita, e, consequentemente, a bandeira a qual levanta.

rupi kaur

Imagem: Reprodução Instagram @rupikaur_ (Tradução: O sol e as flores dela)

Em Outros jeitos de usar a boca, ela fala sobre o genocídio do povo de Sikh, na India. Povo o qual ela e sua família descendem. Segundo a própria escritora, o seu povo, em especial as mulheres, saíram desse massacre “suaves como o leite, mas fortes como o mel”. Daí, o nome escolhido para sua primeira obra.

E o livro segue essa progressão, dividindo-se em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura. Ela tem previsão  para o lançamento de seus próximos livros com o selo da Editora Andrew McNeel Publisher. Serão publicados nos Estados Unidos, Índia, Canadá, Reino Unido e Austrália até Setembro. Aqui, no Brasil, ainda não temos previsão de lançamento.

Que ela seja uma descoberta maravilhosa para todos, assim como foi para mim.

Imagem: Reprodução Instagram @rupikaur_


E quem tem uma boa indicação de ótimas autoras para passar pra essa nossa leitora aqui embaixo?

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