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Não sei o que você sabe sobre parir, mas eu não sabia nada quando descobri que estava grávida do meu primeiro filho Gabriel. Após receber o resultado do positivo, um novo mundo se abriu diante de mim e uma vontade enorme de explorar esse universo cresceu!

Eu engravidei 2 meses após me mudar do Rio de Janeiro para Nova Iorque com o meu marido e me vi em um momento delicado sem ajuda da família e amigos. Escolhi a equipe médica (brasileira) para me acompanhar na gestação e no parto com base na língua (a medica falava português) e não em histórico de parto.

parir

Ela me atendeu com carinho, mas ao longo dos meses percebi que ela não apoiava minha vontades e sentimentos em relação ao parto. A essa altura, depois de muito ler e pesquisar, eu tinha uma vontade enorme de trazer meu filho ao mundo num lindo parto normal humanizado, com o mínimo de intervenções o possível.
Não queria anestesia. Queria sentir cada contração, queria ser forte por ele e para ele.

Queria que, ao parir, trabalhássemos juntos para sua chegada ao mundo.

Não queria episiotomia (aquele corte de bisturi que o medico faz na vagina para o bebe passar) – queria que o bebe passasse naturalmente. Queria luz baixa, música calma, queria carinho, pouca gente. Ah! Quantas vezes imaginei esse momento. Mas o Gabriel não colaborou muito, ficou sentado a gestação inteira, apesar de diversas tentativas de ajuda-lo a encaixar na posição correta (de cabeça para baixo).

Em NY poucos médicos (nenhum que eu tenha ouvido falar) fazia parto pélvico – parto onde sai primeiro as perninhas do bebê, razão pela qual minha médica já queria marcar uma cesárea eletiva contra todos os meus protestos de ao menos esperar entrar em trabalho de parto.

E assim foi.

Ela me encaminhou ao hospital com 38 semanas e 3 dias dizendo que alguns exames estavam alterados. Chegando lá não era nada demais, mas os médicos me convenceram a fazer a cesárea logo. O Gabriel nasceu de um parto não humanizado. Mas nasceu saudável, mamou e 3 dias depois seguimos juntos para casa.

Sete meses após o seu nascimento eu estava grávida novamente. Me tornei outra mulher, uma mãe com experiência. Estava determinada a conseguir o parto dos meus sonhos com esse novo bebê que traria ao mundo.Liguei para dezenas de médicos contando minha historia e fazendo perguntas. Procurei parteiras e descobri que não aceitavam plano de saúde, e eu não poderia pagar.

Voltei aos médicos. Fiz muitas pesquisas online. Por sorte, nos Estados Unidos, os médicos tem avaliações públicas na internet. Descobri uma médica e fui conhecê-la.

No nosso primeiro papo já pude identificar as diversas diferenças de postura e decidi ficar com ela e sua equipe.

Perguntei o que ela achava sobre eu ter doula me acompanhando no parto – ela disse que seria ótimo para mim. A médica anterior dizia que não recomendava. Falei sobre a minha vontade de ter um parto normal após ter feito uma cesárea. Ela disse que a recomendação da sua equipe era ter uma distância de 18 meses entre as duas. Eu só teria 15 meses. Mas eu estava saudável, cicatrização boa e o motivo da cesárea anterior não era questão de saúde. Sinal verde! Ela me apoiou!

Perguntei sobre ela esperar eu entrar em trabalho de parto – ela disse que sendo uma gravidez saudável, poderíamos ir até quase 42 semanas. Ótimo! Muitos médicos não querem passar de 41 semanas.
Perguntei sobre intervenções – ela disse que ninguém encostaria em mim se não fosse estritamente necessário. Ela apoiava minha decisão de não tomar anestesia, era uma escolha pessoal. Disse que eu poderia parir na posição que quisesse, que não precisava ficar presa ao monitoramento, que a luz poderia ser baixa e eu poderia ouvir a música que quisesse.

Saí feliz e a gravidez fluiu calmamente.

parir

Fui nutrindo todo o meu ser da certeza de que dessa vez daria certo.
Com 39 semanas e 5 dias, minha bolsa estourou logo pela manhã, mas nada de contração. Internei no hospital às 6 da tarde e só senti a primeira contração às 11 da noite.

Eu estava concentrada, quietinha no quarto escuro, só com meu marido e minha doula. Ouvindo meu mantra para me concentrar em aceitar cada contração como uma onda que me aproximava do meu bebê (que eu iria descobrir ser uma menina em poucas horas). Entre as ondas havia descanso. Eu podia respirar e me fortalecer para a próxima.

Duas horas passaram e tudo ficou muito intenso, rápido, nublado. Não lembro direito – só conseguia me concentrar em aguentar firme cada contração. Em um piscar de olhos eu estava com o máximo de dilatação, pronta para finalmente parir. Até ali, as únicas mãos que me tocaram foram as do meu marido e da minha doula.

Estava tudo correndo bem.

A enfermeira entrava de hora em hora mas não havia muito o que fazer a não ser esperar. E elas acreditavam que eu ficaria em trabalho de parto por muito mais tempo. Estavam enganadas. Eu e Amanda trabalhamos juntas, em parceria, onda após onda ela foi chegando, descendo. Foi me mostrando que conseguiríamos.

Eu estava lá por ela. Não gritei, não chorei. Só me concentrei. Mergulhei o mais profundo em mim mesma para conquistar o meu sonho de parir. Sim, doeu. Doeu muito. A dor é a ferramenta. São as contrações que ajudam o bebê a se encaixar no canal vaginal. Cada contração apertada massageia o corpinho do bebê, massageia o cérebro, o coração dele, seu pulmão. Ajuda a expulsar o líquido amniótico. Prepara o bebê para sua chegada, para seu primeiro suspiro de vida fora do útero.  Eu sabia de tudo isso e me agarrava a cada informação para me manter firme.

E assim veio Amandinha.

Meu ser de luz chegou às 4 da manha, completamente enrolada no cordão umbilical, com um choro baixo. Assim que se aninhou em meu peito ficou calminha. São segundo que jamais esquecerei. A gente tinha conseguido!! A gente tinha conseguido! Eu queria abraçar, cheirar, descansar nela. Prometer que nenhum mal do mundo nos alcançaria. Tínhamos vivido o meu sonho da forma mais incrível e respeitosa. Mais perfeita do que eu poderia supor!

Ela mamou imediatamente, o pai cortou o cordão umbilical desatando seus laços físicos de mim, mas deixando o invisível que para sempre nos unirá. Fico grata pela minha primeira experiência porque sei que ela me conduziu ao meu sonho, me empedrou, me fortaleceu e me proporcionou viver esses momento depois.

É importante buscar informação, apoio da equipe médica que esteja alinhada com seus sentimentos e expectativas, conversar com quem já viveu coisas parecidas e se fortalecer por dentro. É preciso se preparar física e emocionalmente para parir.

Você também pode viver o seu sonho! Lute por ele!

Um beijo com amor,

Aline De Rosa.

Imagem: Facemamá.com


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