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Ontem, o Facebook me trouxe uma lembrança que coube perfeitamente para o meu momento atual – e o mais interessante é que foi uma nota que eu mesma escrevi, há exatamente 2 anos atrás.

“Mudar… (30 de maio de 2014 às 10:51)

E de repente, você que tinha encontrado seu caminho, se vê perdida no meio dele. Quem sou eu? Onde estou? Pra onde vou?

Pois é… Nem sempre o caminho certo é o caminho mais fácil. Muitas vezes, podem aparecer nele obstáculos que você vai achar difíceis de transpor, mas pode ser apenas uma maneira da vida te mostrar que algo precisa ser mudado, quem sabe você…

E então, começam os questionamentos: onde estou errando? O que mais posso fazer? É preguiça, é medo? Fiz as escolhas erradas?

Essas respostas podem vir num piscar de olhos, mas podem demorar um tempo para chegar. Talvez porque você tenha medo de encontrá-las, talvez porque esteja tão perdido que não consiga ver a luz no fim do túnel ou porque é necessário esse tempo em busca delas para se redescobrir e se reencontrar.

Amigos são importantes, família e namorado também, mas tem momentos em que é preciso ficar só para que as coisas fiquem mais claras, para que você entre para dentro de si e faça as descobertas necessárias para que as mudanças aconteçam. Por quanto tempo, só você vai saber. Não se cobre e não deixe os outros te cobrarem. Sim, é difícil, mas esse é um momento só seu e nada nem ninguém pode te atrapalhar. Portanto, permita-se viver essa experiência!

E não se engane, isso pode acontecer em qualquer época de sua vida, até quando achar que tudo está indo muito bem em todas as áreas. A verdade é que quando esse momento chega é sinal de algo precisa ser mudado, e pra melhor.”

Bem inspirador, né? É engraçado como as coisas mudam, como a gente muda e como essas mudanças nos transformam em seres mais abertos para as possibilidades que a vida tem a oferecer. Bom, pelo menos tem sido assim comigo.

Já vivenciei muitas transformações no decorrer da minha trajetória pessoal. E pensar que quando mais jovem, não cansava de repetir a frase mais absurda da história: “Eu sou assim e não vou mudar.”

Muitos são os motivos para não sairmos do lugar. O mais comum, e que a gente não costuma assumir, é o medo. Sim, medo de mudar! E por quê? Porque mudar dói, mudar traz desconforto e não é fácil. Tem que querer muito e se esforçar para ser cada dia uma melhor versão de si.

No meu caso, tive medo (muito), bloqueios emocionais que me impediam e até questões biológicas que eu não tinha a menor ideia que existiam e aconteciam comigo. Até que um dia, indo contra mim mesma (porque eu não acreditava em terapia), mas ao mesmo tempo muito a favor, decidi entrar na terapia. E foi o primeiro passo para o meu autoconhecimento.

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Conheci várias técnicas com os diversos profissionais que me ajudaram nesse caminho, até que me vi procurando um psiquiatra, pois algo ainda estava faltando… E o que descobri foi uma distimia, que me deixava emocionalmente instavél, apesar de todo o conhecimento e aprendizado terapêutico.

“O que é Distimia? É uma forma crônica de depressão, porém menos grave do que a forma mais conhecida da doença. Com a distimia, os sintomas de depressão podem durar um longo período de tempo. 

O paciente com distimia pode perder o interesse nas atividades diárias normais, se sentir sem esperança, ter baixa produtividade, baixa autoestima e um sentimento geral de inadequação. As pessoas com distimia são consideradas excessivamente críticas, que estão constantemente reclamando e são incapazes de se divertir.”

E quem me conhece há muitos anos, sabe que eu era exatamente assim, mas eu não sabia.

sua melhor versão 1

Sempre fui contra tomar remédios psiquiátricos, afinal, acreditava que era coisa para louco e que apenas taparia o sol com a peneira, camuflando meus problemas e me tirando o que tenho de mais importante: a minha personalidade. Meu medo maior era viver alienada, ainda com meus problemas, mas achando que tudo estava bem. Grande engano e mais um grande aprendizado.

Vocês devem estar se perguntando o porquê de eu estar contando minha história aqui. É que hoje, com a soma das duas ferramentas (terapia e medicamento psiquiátrico), vejo que o caminho para gente ser feliz de verdade, apesar de todos os medos e obstáculos que vão existir sempre, é se permitir. Se permita mudar, sentir e querer ir além, afinal, se você não fizer isso, ninguém fará por você.

Bora ser feliz?

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