Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Tem um tempo que eu não escrevo aqui, e eu sinto muita, muita falta. A rotina tem sido mais pesada do que o esperado. Mas hoje, eu gostaria de compartilhar algo com vocês.

Deve ter quase um ano que meu último conto erótico foi publicado. Eu tenho alguns para terminar, outros que escrevi apenas duas linhas.
Eu sempre gostei muito de escrever esse tipo de coisa, e graças ao Superela, tive coragem para compartilhar com vocês, porque sei, eu tenho plena consciência de que muito do lado sexual e sensitivo é explorado e descrito apenas para héteros.

Sempre penso em oferecer sensações, vontades e principalmente inspirações para outras pessoas. Eu sei que o que é público, não pode ser limitado (ao menos é o que compreendo em teoria). Não digo que escrevo apenas para que mulheres lésbicas leiam, mas sim, eu gostariam que elas se identificassem. E caso não aconteça, sei que serei respeitada.

Gosto quando alguém me oferece um feedback, me sinto super motivada. O meu link do Instagram tá disponível, então as pessoas podem usá-lo com essa finalidade. Eu recebo mensagens de muitas mulheres que agradecem pela leitura. Eu recebo mensagens de muitos homens que elogiam os contos respeitosamente.

Mas é incrível como existem pessoas que infelizmente não conseguem perceber e sentir a leitura de forma saudável (seja lá como for a sua concepção de saudável, que não inclua invadir negativamente a privacidade/corpo/mente/vida de outra pessoa).

Claro, eu compreendo que optei por disponibilizar o link, mas percebi, depois de algumas mensagens completamente opostas das que mencionei, que a culpa não é minha. Não pode ser. É o mesmo princípio lamentável sobre o “foi estuprada porque estava com roupa curta”.

Já li algumas mensagens de princípios machistas, mas não muito tempo, umas duas semanas, eu recebi de um perfil aparentemente fake um elogio. Achei estranho, porque não vi necessidade na utilização de um perfil falso, mas como sempre faço, agradeci cordialmente.

Infelizmente não foi só isso que aconteceu. Ele começou a me fazer perguntas. Perguntas nojentas. Me perguntou se essas “minhas fantasias” se estendiam, se eu curtia algo com homens e se eu poderia escrever um conto EXCLUSIVAMENTE PRA ELE.

Em primeiro lugar eu não escrevo fantasias, sinto muito. E não, não significa que por escrever textos sobre sexo, vou presentear alguém que nem se identifica com o próprio nome.

Fiquei com medo. A gente sempre fica, né?! Pensei na minha família, minha esposa e minha irmã. Pensei em estar com elas, assistindo Naruto e comendo pipoca como fazemos quando podemos.

Não é a primeira vez, provavelmente não será a última. Eu deveria retirar o link do meu Instagram daqui? Talvez. Deveria estar escrevendo e descrevendo exatamente o que aconteceu? Provavelmente não.

Eu apenas gostaria de suplicar para que que eu e nenhuma outra mulher, colunista ou não, passe por essa situação. E nenhuma outra de caráter violento, invasivo, nojento e machista. Nenhuma de nós é merecedora. Apenas fomos ensinadas que somos. E não, não precisamos disso. Nenhuma pessoa tem direito sobre você.

Juntinhas, a gente consegue.

Garotas podem fazer tudo!

Eu sou mulher, bisexual, trabalho bastante, estudo, sou constantemente assediada de forma cruel, mas o meu respeito fala mais alto. Eu aprendo todos os dias sobre quem eu sou. Minha casa tem mulheres lindas que eu amo mais que qualquer outra coisa nesse universo, que eu amo e apoio incondicionalmente. E eu tô aqui pra apoiar você também. Você não tá sozinha, amor. Coloca pra fora e vive!

Imagem de capa: Getty Images

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