Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Durante muito tempo, as vontades femininas, a sexualidade e a liberdade foram negligenciadas pela sociedade patriarcal. Como resultado de uma infinidade de lutas feministas e do crescente empoderamento feminino, enfim estamos conseguindo mostrar cada vez mais o nosso valor, e quebrar os tabus que, por tantos anos, engolimos. Nosso corpo não é mais da sociedade, mas sim de nós mesmas.

Seu corpo não é um parque de diversões de outras pessoas

Um deles diz respeito ao modo como nos relacionamos. Com a entrada da mulher no mercado de trabalho, o que a permitiu adquirir maior independência financeira, e com a conscientização acerca dos nossos direitos, fomos adquirindo uma visão diferente dos relacionamentos amorosos.

Hoje, a liberdade que temos para escolher quem deve fazer parte da nossa vida é uma preciosidade que devemos cultivar.

corpo não é

E, embora a gente saiba que muitas das relações contemporâneas se pautam, principalmente, na brevidade e na casualidade, não devemos nos esquecer que o nosso valor deve se sobrepor a qualquer pessoa momentânea e ao estrago que ela possa tentar causar no nosso amor próprio. Afinal, seu corpo não é um parque de diversões para outras pessoas poderem brincar com ele.

Principalmente porque, mesmo que a gente arrume a bagunça interior toda e se permita viver algo sem futuro (que em alguns casos, pode dar certo), há sempre o risco de que tudo seja novamente bagunçado e a gente tenha que se reinventar de novo.

E isso nem sempre é fácil.

Por isso é preciso enxergar que antes de qualquer outra pessoa e de qualquer promessa, existem as nossas necessidades, a nossa sensibilidade, o nosso desejo e a nossa confiança em nós mesmas. E isso não merece ser doado integralmente a alguém que não se esforça pra enxergar além do nosso exterior.

Mesmo que a gente saiba que, na prática, nem sempre nos sentimos 100% seguras em deixar pra trás um amor, devemos repensar se aquilo de fato faz bem pra nossa liberdade e pro nosso bem estar. 

corpo não é

Como diz Rupi Kaur, poeta feminista contemporânea, no seu livro ‘’Outros jeitos de usar a boca’’: ir embora não significa que não amamos, e sim que quanto mais ficamos, menos nos amamos.

É verídico que tentamos buscar explicações para aquele cara que só procura quando convém. Mas chega uma hora que as milhões de teorias que criamos na mente nos mostram que não precisamos nos submeter a tal situação. O nosso corpo não é o parque de diversões de outrem. E nós temos o poder de decidir quem deve ou não ficar na nossa vida. Por isso…

não tenha medo de entre a sua liberdade e um amor pela metade, escolher ficar com a primeira opção!

Quem quer, procura. E procura muito porque sabe que não vai encontrar alguém exatamente igual a gente.

corpo não é

Quem não quer, não vem. E quem não vem, você não precisa. E sabe porque você não precisa? Porque você não merece menos do que acha que merece. E também não deve diminuir suas expectativas em encontrar alguém que ultrapasse o tipo de pessoa que você já imaginou encontrar.

Lembre-se que o seu corpo não é uma estação. Ele é uma morada a qual você decide quem merece estadia. E nessa morada, só merece ficar quem te traz paz e liberdade, ao invés de tirá-las de você.


Imagem: Feminismo sem demagogia


E aproveitando toda essa pegada de “seu corpo não é um parque de diversões”, nossa leitora tem uma dúvida muito pertinente sobre o machismo. Mesmo depois de tudo o que conquistamos, por que será que ele ainda existe? O que você responderia a ela?

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