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Sexo é bom e todo mundo faz. Ou pelo menos, deveria fazer. Gente que faz sexo é mais feliz e se preocupa menos com a vida dos outros.

Entretanto, mesmo que possa ser enquadrado como uma necessidade fisiológica do ser humano – assim como comer, beber, dormir e fazer aquele xixizinho gostoso pelas manhãs – o sexo é não é encarado com a naturalidade que deveria ser, ou com a leveza que precisaria ter.

A sociedade, a cultura, a religião, nos ensinam, desde cedo, que sentir o prazer, pelo prazer, é errado e, portanto, gostar de sexo, é uma coisa que a mulher deve manter para si. Sim, eu sei que muito já se evoluiu, e muita coisa mudou, mas você que está lendo este artigo também sabe que, no dia a dia, as coisas não são tão simples como nos fazem acreditar que são.

Esta manhã, me deparei com uma notícia que dava conta que um casal de alunos de um Curso de Formação para Guarda Municipal foi flagrado fazendo sexo, durante a madrugada, dentro de um alojamento do Batalhão de Polícia Militar, no Estado do Paraná.

Não vou entrar no mérito do lugar, de ser no trabalho. Não sei se o casal tinha um relacionamento ou se estavam envolvidos com outras pessoas, não é minha função julgar e nem me interessam os detalhes, estou aqui para falar do fato, da notícia.

A notícia, em si, não me surpreendeu. Acredito que as pessoas transam toda hora em qualquer lugar. O que me surpreendeu, foram os comentários. Todo o tipo de condenação pôde ser lida nos comentários preconceituosos postados logo abaixo do artigo. Houve até quem questionasse a capacidade profissional dos flagrados e, teve até um que chegou ao ponto de sugerir que, se eram capazes de fazer sexo dentro de um Batalhão, portando armas seriam capazes de obrigar qualquer um a fazer sexo, como se, por ousarem fazer sexo um com o outro, dentro de um Batalhão de Polícia, quando portassem uma arma em público, seriam capazes de obrigar outras pessoas a fazer o mesmo.

Um amontoado de absurdos que, se não revoltam, causam pena.

Pena?

sexo é bom 2

Sim, pena.

Pena de quem nunca conheceu alguém que lhe fizesse desejar tanto estar junto, que fosse capaz de lhe fazer esquecer o lugar em que está; pena de quem pensa que viver é só seguir um livro de regras qualquer, que – talvez – nem tenha sido escrito, para preservar uma moral subjetiva; pena de quem pensa duas vezes antes de dar um beijo, estender uma mão atrevida por debaixo da mesa de um restaurante, gritar seu amor na forma de um ‘oi’ para outra pessoa só porque essa pessoa está do outro lado da rua. Pena de quem se reprime.

Se você estiver no seu trabalho, ou em qualquer outro lugar que não seja a sua própria casa enquanto lê este artigo, dê uma olhada ao redor. As chances de alguém ter feito sexo no exato lugar em que você está sentado agora, são muito grandes. Banheiros, almoxarifados, cadeiras e mesas de escritórios, em todos os lugares são, todos os dias, bombardeados por fluídos e hormônios de gente que só precisa se olhar para querer se tocar.

O caso no Batalhão de Polícia Militar do Estado do Paraná, não é uma aberração, não é uma abominação. É mais comum do que se imagina. Alguém que você conhece já fez e, se você tiver tido sorte, terá feito também.

Não falo da rapidinha no final da balada, quando você já está tão cheia de vapor de álcool ou de fumaça de maconha que não se pode dizer que é responsável por seus atos. Falo de encontrar aquela pessoa que te deixa tão maluca que, na hora de decidir se vale a pena o risco de ser pega em flagrante, você não pensa de verdade e vocês se agarram na escadaria do edifício; no estacionamento de uma rodoviária; atrás da geladeira da cozinha enquanto um grupo de amigos conversa na sala; em cima do capô de um carro.

Desejo esse cara pra você.

Desejo pra você o cara que consiga tirar a sua roupa tão rápido, e tão habilidosamente, que você só se perceba nua quando ele já estiver dentro de você; desejo pra você o cara cujo cheiro, de imediato, te faça pensar em coisas impróprias para menores de idade; desejo pra você o cara, cujo som da voz, faz os pelos da sua nuca ficarem arrepiados. Desejo a você, muitas tardes molhadas pensando nesse cara.

Não espere se casar com ele, não espere ser mãe dos filhos dele, não se pergunte se esse cara se comporta da mesma forma com outras mulheres, não se culpe nem se arrependa de ter sentido prazer.

Só aproveite esse cara, acumule histórias com ele, salive no corpo dele, goze junto com ele.

As chances de esse cara ser único são grandes, então aproveite pra valer. Ele não vai ficar para sempre em sua vida e, se ficar, esse fogo não vai durar para sempre, mas as histórias, o aprendizado, a vida, nunca vão sair de você.

Esse cara, pode não continuar na sua vida, mas ele nunca vai sair de você e, quando você escutar histórias sobre gente flagrada sentindo prazer, ao invés de destilar ódio, você vai encostar na sua cadeira, abrir um sorriso, e se lembrar – com saudades – dele.

Porque sexo é bom mesmo e todo mundo precisa.

Imagem: Pinterest

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