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A diferença entre a verdadeira responsabilidade e a postura de vítima.

“Sou pior homem do mundo.” “Eu não mereço ser amado.” “Eu nunca deveria ter uma namorada.” Se o seu parceiro usa declarações  deste tipo quando é confrontado, ele pode estar se fazendo de vítima para escapar da responsabilidade.

Quando uma pessoa se faz vítima, ele está inconscientemente empregando um mecanismo de defesa para evitar a dor emocional que acompanha a responsabilidade.

“Sou o pior namorado?”

Magistralmente, a pessoa que usa a posição de vítima muda o roteiro e se torna o sujeito que precisa ser imediatamente absolvido e tranquilizado. Mesmo sendo o responsável pela situação.

Isso é problemático porque a outra pessoa no relacionamento nunca é verdadeiramente ouvida. Os conflitos não são resolvidos e a confiança é corroída.

A deflexão é uma tática de diversão frequentemente usada por pessoas que se fazem de vítima para evitar a responsabilização no presente, trazendo os erros do passado de um parceiro. Declarações como: “Pelo menos eu não me esqueci de pegar meu filho na semana passada”

A intenção aqui é imediatamente transferir a culpa para o outro.

Desenraizar os erros de um parceiro permite que a pessoa desvie convenientemente a responsabilidade no momento.

Posicionar-se como uma parte inocente condenando um parceiro é um meio de iludir a responsabilidade. É importante notar que uma pessoa que frequentemente incorpora responsabilidade e utiliza o passado para destacar o fluxo de comportamentos consistentemente prejudiciais de um parceiro, não está representando a vítima.

Neste caso, a pessoa está tentando desesperadamente inspirar uma visão sobre um parceiro. Se o parceiro evita essa percepção, ele se sente no direito de fazer o que quiser sem se importar com o outro. Não tem empatia e muito menos responsabilidade.

A crença de que as experiências passadas são mais difíceis do que as de qualquer outra pessoa é outra versão da mentalidade de vítima. Por exemplo: “Fui enganado por todas as minhas ex, então tenho problemas de confiança”.

Admitir que você foi ferido é saudável.

Usar traumas passados como uma licença para controlar, dominar ou maltratar a parceira atual não é. Uma pessoa que acredita ter sofrido mais do que qualquer outra criatura, usa isso como desculpa para ser perdoado de um comportamento controlador  e de vitimização.

Infligir à culpa é também a tática de um vitimista: “Depois de tudo o que fiz por você, você não vai me ajudar?”. O individuo está tentando sempre ser um coitadinho.

Se o parceiro não cumpre os seus desejos, é automaticamente visto como o “vilão” no relacionamento.

Usar a culpa como uma ferramenta para controlar e dominar um parceiro é a tendência de uma pessoa emocionalmente abusiva.

As pessoas responsáveis admitem falhas e tentam fazer as pazes. Por exemplo: “Sinto muito por ter desapontado você” ou “Tive um momento egoísta e me sinto muito mal com isso. O que posso fazer para compensar você?”.

Além disso, um parceiro realmente responsável raramente comete um sério erro duas vezes. Ele sente remorso e possui discernimento, dois pontos que são precursores no crescimento e na mudança permanente de uma atitude.

Se os conflitos raramente são resolvidos de forma construtiva o ressentimento prolifera. Seu parceiro pode estar usando a postura de vítima como mecanismo de defesa para evitar a responsabilização. Suavizar este mecanismo de defesa requer discernimento que é exatamente o que a pessoa pode estar defendendo.

É uma situação difícil.

Em alguns casos é indicado procurar um terapeuta que trabalhe com tratamento de pessoas com transtornos de personalidade. Como o mecanismo de defesa é inconsciente, a pessoa pode estar completamente inconsciente do que está realmente fazendo, então ele nega veementemente.

Um psicoterapeuta pode ser capaz de chegar à raiz de um trauma inicial que causou uma ressurreição do mecanismo de defesa.

Imagem: Getty Images

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