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Eu acho tão bacana esse movimento de empoderamento feminino que está acontecendo e crescendo nos últimos tempos. As falas sobre amar e aceitar o próprio corpo, sobre poder ser o que a gente quiser, sobre poder usar o que quiser… Tudo isso está ajudando meninas e mulheres que cresceram em uma sociedade onde o corpo feminino é alvo de críticas o tempo todo a enxergarem que somos diferentes e não há nenhum problema com isso.

Sobre amar, e muito, o próprio corpo

A gente não precisa se justificar porque engordou, porque emagreceu, porque usa ou não usa maquiagem, usa ou não usa determinada roupa, porque se depila ou não, apesar de muita gente ainda achar que está no direito de dar algum pitaco sobre a nossa aparência.

E não estou querendo dizer que a gente tem que ser plenamente satisfeita com nosso corpo o tempo todo. Afinal, é normal se sentir mal por causa de uma ou outra coisa que incomoda. O discurso “ame seu corpo” a qualquer custo também é uma imposição. Se você quer mudar alguma coisa que te incomoda, e você pode, ninguém pode te julgar por isso. Mude o que você quiser. A única coisa que importa é: mude por você, e não pelos outros.

 corpo

Apesar disso, a gente ainda tem um longo caminho a percorrer, principalmente na moda. Tem muita marca por aí dizendo pra se aceitar, mas não oferece uma grade de tamanhos maior que 44. Tem muita marca fazendo propaganda com modelos que nem são plus size, e achando que está representando todas as mulheres. Mas não estão. Estão só criando mais “caixinhas” em que deveríamos nos enquadrar. Então, a gente acaba acreditando também que pra se sentir inclusa, temos que estar nos “moldes”, nas “caixinhas” que fizeram para nós.

Quando eu vejo alguma publicidade com discurso de aceitação, fico frustrada: é pra se aceitar, mas só se você estiver dentro do padrão ou, no máximo, o mais próximo possível dele.
E é uma coisa tão naturalizada, que fica normal. Eu lembro quando era criança, com mais ou menos 10 anos de idade, já me preocupava com a minha barriga! Porque eu não podia ter barriga, tinha que ser mais magra e por isso passei a comer menos. Poderia ter virado um transtorno alimentar, mas, por sorte, não aconteceu. Que mundo é esse que com 10 anos uma criança já se sente pressionada a ter um corpo magro?

corpo

Pra concluir: a gente não precisa amar tudo no nosso corpo. A gente pode querer mudar uma coisa ou outra que nos incomoda. É só uma questão de respeitá-lo, ouví-lo e entendê-lo. Respeitar que tem coisas no nosso corpo que, por mais que tentemos mudar, não vamos conseguir. E tá tudo bem com isso! Ouvir, pois nosso corpo fala, mesmo que a gente tente ignorá-lo. E entender que nosso corpo tem limitações e é com ele que vamos acordar todo dia, levantar da cama, e é ele que vai nos levar aonde a gente quiser!

Ah, e só pra constar: minha barriga ainda está aqui e vai muito bem, obrigada 🙂

Imagem: Pexels


E o que você responderia para ajudar a essa nossa leitora aqui embaixo, que tem problemas em amar e aceitar o próprio corpo?

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