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Sabe qual nome que se dá quando, nós mulheres, decidimos ajudar umas às outras? Chama-se SORORIDADE feminina!

Desde cedo, fomos ensinadas a disputarmos os vestidos, bolsas, sapatos, doces, material escolar, garotos, melhor lacinho de cabelo e quaisquer coisas que julguem ser do “universo feminino”. Sim, a sociedade nos estimula e estipula criar uma disputa umas com as outras em todas as áreas das nossas vidas.

Nos foi ensinado que qualquer outra mulher pode “roubar” nosso companheiro, que mulher é traiçoeira, que mulher é fofoqueira, que mulher não é amiga de outra mulher sem que haja interesse, que mulheres são invejosas entre si, que mulheres vão sempre contender entre elas já que é muito hormônio misturado. Nos foi ensinado que não podemos confiar em outra mulher, afinal ela pode roubar nossa vida.

Por que nos foi ensinado isso? Julgo que seja pelo fato de que quando nos unimos, somos imbatíveis. Julgo que seja pelo fato de que quando deixamos de lado isso que nos ensinaram, então somos mais fortes.

Sabe qual nome que se dá a essa união? Sabe qual nome se dá para quando, nós mulheres, decidimos ajudar umas às outras? Chama-se SORORIDADE feminina. Nunca ouviu falar? Vamos lá rapidinho ali no dicionário pegar o conceito certo dessa palavra nova no nosso vocabulário mas que deveríamos usar desde que nascemos.

Sororidade feminina é o pacto entre as mulheres que são reconhecidas irmãs, sendo uma dimensão ética, política e prática do feminismo contemporâneo.

Fiz a mesma pergunta no meu Facebook e seguem algumas respostas:

O que é sororidade feminina?

Jéssica Sales – “Sororidade é um entendimento empático que se deve dar entre as mulheres; conexões de compreensão e aceitação do seu pensar e agir (mesmo que equivocados), uma vez que a razão para agirem assim tem lugar nas opressões e coerções machistas que sofreram. É o entendimento de que todas fomos coagidas diferentemente e a reação a isso é pessoal e diferente de mulher para mulher. Sororidade feminina, no meu ponto de vista, é compreender/aceitar a ação e pensamento da outra, seja ela qual for, compreendendo a ação dessa mulher como reação da opressão que sofreu.”

Gabriela Bruce – “Irmandade entre mulheres, independente da proximidade que tenhamos. Não boicotar a colega, nem ver as manas como concorrente, e sim como irmãs.”

Renan Maia – “É a união das manas, mana.”

Vanessa Ray – “É uma irmandade entre as mulheres que se ajudam e se apoiam.”

sororidade feminina

Lendo assim fica fácil compreender, não é mesmo? Mas quantas de nós temos sororidade com as outras? Só quando convém ou é o tempo todo? Será? Será que estamos prestando atenção somente nas mulheres que amamos? E as que não amamos e julgamos, apontamos o dedo e ditamos nossas regras patriarcais? Àquelas que apontamos o dedo e dizemos “nossa que piranha!”. Àquelas que julgamos pelo seu modo de falar, de vestir, de dançar, de se comportar, como elas ficam no mundo? Não merecem nosso respeito e nossa ajuda também? Pois bem, a sororidade entre nós não é apenas quando nos convém e nem com quem amamos, é com todas as mulheres. Porque nem todas nós sabemos as dores umas das outras, então basta praticar a empatia para sabermos o que, de fato, se passa.

Não podemos nos acostumar com uma sociedade que nos julga loucas e traidoras umas das outras. Não somos inimigas, pelo contrário, somos o que a sociedade julga como subalternas, apesar de sermos maioria. Somos consideradas o sexo frágil, as reprodutoras, as loucas, as inimigas, as que se traem, as que vivem em constante TPM. Já pensou se invertermos esse papel? Já pensou como seria incrível se começarmos a derrubar esses ensinamentos que nos impuseram? É isso que queremos! Queremos uma geração de mulheres livres, que possam ser amigas umas das outras. Uma geração de mulheres que vejam umas às outras como companheiras e não como ameaças. Uma geração que tenha empatia com a outra que não tem o mesmo pensamento que o seu.


Você não tem que ser inimiga da ex do seu namorado, do seu marido. Quem disse que você tem que achá-la louca e ameaçadora? Onde está escrito que ela não presta? Não está. Se livre disso. Você não tem que julgar uma mulher como puta simplesmente porque você não gosta da roupa ou comportamento dela. Cadê sua empatia? Na verdade, você não pode julgar ninguém.

Nem precisamos ir tão longe para sabermos que a sororidade feminina está em falta entre nós, um exemplo público é a presidenta da república, Dilma Roussef. Não se trata de partido político e nem de divisões entre petralhas e coxinhas, mas de mulheres ofendendo outra mulher. Sério que vamos continuar a atacá-la como puta e vagabunda? A situação em que o governo dela deixou nosso país não é boa, mas metralhar a sua pessoa é esquecer que ela também é uma mulher sofrendo nas mãos de homens. Sim, porque o que mais temos visto são homens deixar sua sanidade em dúvida. É uma situação diferente, mas ela sente o mesmo que nós, ela é mulher como nós e a nossa sororidade seletiva não ajuda.

Se soubéssemos como juntas somos mais fortes, nos tornaríamos o poder. Se soubéssemos como nossa união pode afetar o mundo de tal forma a ponto de transformá-lo, não estaríamos nesse tipo de discussão. Se usássemos nossa força para ajudarmos umas às outras, nos protegeríamos mais e não seríamos tão suscetíveis a ação do machismo. Mas, entendo que estamos em um processo de desconstrução e todo processo tem seu tempo. O nosso começou e, antes de mais nada, comece a pensar em quantas outras mulheres estão precisando de você.

Não faça sororidade seletiva, todas as outras mulheres precisam tanto de você quanto sua melhor amiga.

Imagem: Pinterest


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