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A gente fala tanto sobre aceitar o próprio corpo e sobre como é importante a gente ver a beleza em todas as formas – principalmente para as mulheres gordas, que por tanto tempo foram vítimas de preconceito. Porém, a gente tem visto por aí um movimento de enaltecer o tamanho 46 ao mesmo tempo que fala mal do 36.

Sabe? É mais ou menos o que acontece com o feminismo: as pessoas acham que a ideia toda é fazer as mulheres serem superiores aos homens, terem mais voz e ‘mandarem’ no mundo no lugar de deles. Só que não. O objetivo é justamente o contrário, é acabar com essa distinção entre feminino e masculino, é dar o mesmo peso e a mesma importância para os dois sexos. É colocar os dois em pé de igualdade.

É a mesma coisa com tamanho 46 e o 36. O que a gente quer não é enaltecer o primeiro falando mal do segundo ou vice-versa. É mostrar que os dois são igualmente bonitos, cada um a sua maneira. Só assim a gente vai sumir com ideias de gordofobia ou preconceito. Quando as duas coisas forem vistas como iguais.

Então, o que significa enaltecer o tamanho 46, sem falar mal do 36?

1.Mostrar que toda mulher, independentemente do seu tamanho, é importante

2.Dar mais destaque para o que o corpo faz do que para como ele é
Aparência não define nem metade de uma pessoa.

3.Oferecer roupas de todos os tamanhos, sem distinção

4.Não dividir os corpos femininos em rótulos

5.Não julgar um corpo como melhor e outro como pior

6.Não desmerecer o que uma pessoa faz por causa do tamanho que ela usa
Todo mundo paga contas, tá bom? Não importa se usa 50, 42 ou 34.

7.Criar um ambiente de aceitação: toda mulher tem o direito de se sentir linda

8.Abolir o slut-shaming: mulher nenhuma é melhor porque usa tamanho 46 ou 36
Sabe quando você comenta que a nova namorada do seu ex é ‘horrível’ e ‘toda gorda’? Então…

9.Parar usar ‘magra’ como um elogio
‘Magra’ não é, nem nunca vai ser, elogio. Pelo contrário, é só uma forma de reformar os padrões de beleza

10.E de usar ‘plus-size’ como um eufemismo para ‘gorda’
Mesma coisa do item acima. Ao invés de incentivar a igualdade, a gente fica reforçando as diferenças.

11.Aliás, parar de ver (e usar) a palavra ‘gorda’ como uma ofensa

12.Incentivar as mulheres ao seu redor a se olharem com mais carinho

13.Ensinar as mulheres a tratarem os seus corpos com carinho e respeito

14.Educar sobre a importância da escolha da mulher sobre o próprio corpo
Ela é livre para ser gorda. E para ser magra. E para ser rata de academia. Ou ter pavor a exercício físico. É tudo uma questão de escolha.

15.Cobrar diversidade das revistas e publicidades
Não adianta a gente buscar um ambiente de igualdade se a mídia só dá referências pra quem é magra, né?

 

Tem uma coisa que a gente esquece de olhar: se o ambiente é muito machista, a gente precisa falar muito de feminismo e do poder das mulheres para mostrar a importância dessa igualdade. Mas até a gente chegar lá, vamos precisar de uma compensação – a balança está muito desequilibrada pra chegar em pé de igualdade de um dia para o outro.

É a mesma coisa com o padrão de beleza. Foram décadas e décadas defendendo o corpo magro e esbelto, sem nenhuma falha, como o ideal para todas das mulheres (sem falar que todo esse padrão foi pensado com base na mulher branca, de origem europeia). A gente precisa falar muito do corpo gordo, da mulher ‘normal’ (de quadril largo e cinturinha, com estrias e celulite), para equalizar a balança. O que nos leva para esse lugar de igualdade, porém, é a forma como criamos esse discurso.

Não adianta nada a gente incentivar as meninas a amarem os seus corpos, se agora falamos que ser gorda é melhor que ser magra. Isso é tão nocivo quanto o que as revistas defenderam até agora, e só promove uma inversão de valores. Antes a moda era ser magra. Agora é ser gorda. E não é isso: o que a gente precisa é promover um discurso de aceitação de todos os corpos femininos, que enalteça o tamanho 46 sem desmerecer o 36. A gente não pode fazer a mulher magra se sentir mal consigo mesma só para a gorda se sentir bonita. Todas têm que se sentir igualmente lindas independentemente do manequim, entende?

Imagem: Reprodução / Ashley Graham


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