Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

O que você pensa sobre o céu e o inferno? Essa é a premissa que tem transformado The Good Place em uma das melhores séries que estão no ar atualmente. Com duas temporadas lançadas (e disponíveis na Netflix!), a trama tem conquistado com o seu humor esperto e uma forma diferente para olhar para a vida. Por isso, a gente acha que você PRECISA fazer uma maratona dos episódios no seu próximo momento de folga.

A história é a seguinte: Kristen Bell interpreta Eleanor, uma mulher que morreu e foi para o Lugar Bom, um tipo de céu que é dividido em vizinhanças, cada uma com exatamente 322 pessoas selecionadas a dedo para viver ali – só as melhores pessoas do mundo acabam nesse lugar.

As casas são lindas, as pessoas são bem humoradas e tem muitos lugares de frozen yogurt para você passar o tempo – e o melhor, a sua alma gêmea também está por ali, e vocês poderão passar a eternidade juntos. Parece incrível, certo?

A questão é: Eleanor percebe desde o começo que não deveria estar ali, que um erro no sistema a mandou para o Lugar Bom, porque, na verdade, ela era uma pessoa egoísta e não tão simpática, e deveria ter sido mandada direto para o Lugar Ruim, sem escalas.

A partir daí, Elanor pede a ajuda de Chidi, sua alma gêmea, para se tornar uma boa pessoa e continuar por ali, ao invés de passar o resto da eternidade em tormento.

The Good Place é uma série sobre relacionamento

O mais legal de The Good Place é que toda essa trama – muito complexa e incrível para uma série de comédia – tem como objetivo focar em uma única coisa: o relacionamento. Eleanor é egoísta e autocentrada e por isso não ‘merecia’ uma vaga no Lugar Bom. Portanto, ela precisa aprender a se relacionar com as pessoas e a se interessar pelos outros para conseguir continuar ali.

Isso fica muito claro quando ela lembra de momentos da sua vida em que foi extremamente egoísta e não considerou os outros, e isso gera uma mudança no seu comportamento. Ela se sente mal e, portanto, tenta fazer as coisas de uma forma diferente para compensar a forma como viveu. Ainda é uma visão bastante baseada na culpa – ela age de outro jeito porque se sente culpada – mas isso não deixa de ser uma ferramenta para ela desenvolver o interesse pelas outras pessoas e sair do próprio umbigo para pensar no bem maior.

Se isso não foi o suficiente para despertar a sua atenção, tem mais: a série usa das teorias de grandes filósofos e pensadores para discutir a questão do Bem vs. Mal e Céu vs. Inferno, e como as pessoas são divididas em ‘boas’ e ‘ruins’, sem levar em consideração o contexto em que elas viveram e o que aprenderam sobre ‘certo’ e ‘errado’ ao longo da vida.

Lida também com a ideia do controle, já que Michael, o arquiteto da vizinhança de Eleanor, tenta entender o que fez de errado para a sua construção passar por tantos problemas. A questão é, justamente, que alguém que vive ali não faz parte daquela estrutura, e ele não saber o que está acontecendo o faz sentir como se as coisas estivessem saindo do controle e ele tenta de tudo para manter as coisas no lugar – sem sucesso, claro.

É uma série muito mais profunda do que parece, com doses de humor que com certeza vão fazer você rir e refletir sobre a vida – a começar pela cena inicial, em que Eleanor abre os olhos e dá de cara com uma parede com os dizeres ‘Bem-vindo! Está tudo bem!’.

Vale a pena tirar o final de semana para fazer uma maratona das primeiras temporadas. No mínimo, você vai se surpreender com a complexidade dos personagens, a diversidade do elenco e a história envolvente.

Foto de capa: Reprodução / The Good Place

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