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A série original do site de streaming Hulu, The Handmaid’s Tale, já chegou fazendo barulho e se tornou um assunto bastante comentado na internet. Na trama, os Estados Unidos se transformaram em dois estados que respondem pelo nome de República de Gilead. Eles são governados por homens religiosos em um regime totalitário e teocrático em que não existe mais a Constituição. A Bíblia Sagrada é utilizada para reger a nova sociedade, que é dividida em uma espécie de castas.

The Handmaid’s Tale: Futuro Distópico?

A série apresenta um futuro distópico. O mundo todo sofre com uma crise de infertilidade e a solução encontrada no então EUA foi realizar algumas mudanças. As mulheres foram as mais afetadas e a justificativa é de evitar o fim da sociedade. Famílias inteiras são separadas, mulheres são proibidas de trabalhar (a não ser com trabalhos domésticos e gerenciamento da própria casa) e aquelas que são férteis são estupradas mensalmente, na chamada Cerimônia, para gerarem filhos para a alta sociedade.

Pode parecer um pouco absurdo assistir a retirada de direitos, a subordinação aos homens prevista por lei, o controle de seus corpos e das atividades que desempenham.

Mas será que é um futuro distópico mesmo?

Quantas mulheres são controladas por seus pais, namorados e maridos? Quantas possuem limitações sobre o que fazer em seus próprios corpos por restrições legais?

The Handmaid’s Tale

Imagem: The Handmaid’s Tale (2017)

Mas a série não se restringe “apenas” às dificuldades nas vidas das mulheres. Ela também mostra como toda uma sociedade é completamente alterada devido às convicções de alguns poucos no poder. Não precisamos de muito tempo para perceber que é, na verdade, uma grande metáfora para a realidade que vivemos hoje em todo o mundo. Muitas vezes não nos damos conta da gravidade dela, tudo faz parte da nossa rotina. E isso é assustador.

Pensa Comigo…

Já reparou que o fanatismo religioso é uma realidade e que milhões de pessoas são afetadas por ele? Seja como vítimas de assassinatos ou como refugiados das incessantes guerras que afetam seus países? Já se deu conta que aqui no Brasil, um país considerado laico, existe uma bancada evangélica no Congresso Nacional que toma decisões pela nação baseada nas Escrituras Sagradas? E os milhões de travestis, transexuais, gays, lésbicas e bissexuais que morrem simplesmente por existirem?

A narrativa de The Handmaid’s Tale foi baseada no livro de mesmo nome (O Conto de Aia, em português) de 1985, da autora canadense Margaret Atwood. Em uma entrevista recente concedida à atriz Emma Watson pela Entertainment Weekly (você pode ler aqui, em inglês), Margaret afirmou que “uma das inspirações para escrever o livro é que tudo isso já aconteceu em algum momento da história mundial e que não estamos livres de que aconteça novamente”. E essa é a importância de contar a história da série.

The Handmaid’s Tale

Imagem: The Handmaid’s Tale (2017)

É um tapa na cara, um soco no estômago. Talvez você nem consiga assistir tudo de uma vez pela sensação de injustiça e impotência a cada episódio. Mas é necessária. Para nos lembrar que coisas assim não podem acontecer comigo, com você, com nossas mães, tias e filhas. Dessa e das próximas gerações.

The Handmaid’s Tale é uma verdadeira obra de arte. Com figurino e direção impecáveis, roteiro bem construído, fotografia de tirar o fôlego e atuações emocionantes. Mas também é um espelho que reflete o futuro da nossa sociedade. A notícia ruim é que o reflexo mostra que estamos doentes, a notícia boa é que ainda tem cura.

O remédio? Respeito ao próximo e mais compreensão.

Imagens: Reprodução/ The Handmaid’s Tale (2017)


E com base em toda essa discussão sobre como a série The Handmaid’s Tale é um espelho de nossa sociedade machista, o que você responderia a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas leitoras?

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