Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Eu amo essa frase do título. É de uma música do Caetano Veloso, lançada pelo Roberto Carlos em 1971.

Ela é ótima para aqueles momentos da vida em que você não está na sua melhor performance para dizer que está tudo bem, mas também não quer deprimir o amiguinho que, muitas vezes, não está tão preocupado com o seu estado de espírito e só te cumprimentou por educação.

Convenhamos, a verdade pode ser extremamente desagradável em determinados momentos.

“Você quer saber se está tudo bem? Não tá tudo bem não, tá bem ruim na verdade. Eu estou desempregada, meio deprimida, às vezes eu passo dias inteiros jogada na cama olhando para o teto, minha sanidade mental está por um fio, eu engordei 5kg, meu dinheiro está acabando, saiu um furúnculo em um lugar bem inconveniente e esse seu sorrisinho no canto da boca está me dando vontade de encher essa sua cara de songa monga de porrada”.

Eu odeio isso. / É, será desagradável.

Ninguém ia querer ficar perto de uma pessoa assim. Eu, pelo menos, ia dar dois passos para trás, mantendo o sorrisinho de songa monga no canto da boca enquanto, discretamente, procuro a porta da rua.

Por isso que eu AMO a letra do Caetano.

Tudo certo como dois e dois são cinco

Perfeito! Resolve todos os problemas. Você não está sendo falso, fingindo uma alegria que não existe naquele momento. Tem uma brincadeirinha no meio e você ainda paga de meio cult, afinal, ninguém resiste a uma boa referência à MPB.

And that´s a bingo! Cristal sem defeitos (como dizem os xóvens).

Um meme pra fingir que eu sou xóvem também

“Mas quando é que você vai parar de bancar a engraçadinha espirituosa e começar a ser sincera?”

Ôh, voz da consciência, ninguém te chamou pra essa conversa. Você pode se retirar, por favor?

Mas apesar de toda a minha sensibilidade e educação ao lidar com a senhora sabe tudo, ela não se retira. E tem me cutucado cada vez mais sobre a importância de ter mais diálogos sinceros com as pessoas e menos conversas de elevador.

“Esfriou, né?”, “Tudo bem, trabalhando bastante”, “Tá tudo ótimo, tô com altos projetos e super otimista”, “Tá bom querido, tchau”.

Você não precisa ser super sincero com todo mundo, até porque ninguém é obrigado a ouvir suas considerações sobre “O Sofrimento do Jovem Werther”. Mas é importante ter uma rede de apoio. Poder contar com pessoas que não vão achar entediante as suas preocupações, angústias e questões existenciais.

É meio chato às vezes, é fato. Mas a gente não precisa viver para entreter os outros. E se as pessoas em quem você confia não aguentam ouvir 15 minutos de piração neurótica obsessiva compulsiva depressiva (e outras cositas mais), talvez seja a hora de rever o tipo de relação que desenvolvemos com quem a gente ama.

Às vezes tudo que a gente precisa é de um abraço

Imagem: Pezibear / Pixabay

Um bom terapeuta ajuda. E como ajuda! (eu tenho ótimas indicações inclusive, se alguém precisar). Mas nada substitui um bom amigo, que vai rir das suas desgraças, te dar um sacudida quando for necessário, jogar umas verdades na sua cara, e o melhor, te dar um abraço bem apertado quando você já cansou de falar. Às vezes tudo que a gente precisa é de um abraço.

Clichê de novo, Luana? Não consigo evitar, desculpa. E reitero: Às vezes tudo o que a gente precisa é de um abraço bem apertado. Sem sermões, sem broncas, sem palavras, sem cobranças. Um abraço de estralar as costas. Um abraço pra se jogar e babar no ombro do amigo, pra chorar até escorrer o nariz, pra manchar a camiseta do brother de rímel.

Às vezes tudo o que a gente precisa é de um abraço.

E aí o Caetano volta mais uma vez à história com outra música.

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