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O que você procura?

Poderíamos. Odeio verbos que expressam ações não concluídas, mas nossa história se resume a isso: um verbo que expressa uma ação não concluída. Especificamente, a tudo o que poderíamos ser, mas que não somos e nunca seremos.

Após todos estes anos, hoje eu me permito escrever este texto para finalizar algo que nunca aconteceu. Parece estúpido, mas na verdade é bem sensato. Chega um momento da vida que precisamos ter coragem de assumir que certas histórias nunca vão se desenrolar.

Por isso, faz sentido eu terminar nossa história. Eu idealizei você. Idealizei um “nós”. Escutei o meu coração que dizia, repetidamente, que nossa história era de outra vida. Tentei te conhecer melhor, mas você sempre esteve no meio fio entre o sim e o talvez. Até que, finalmente, veio o sim, só que depois um quase não e em seguida o talvez. Não entendi. Nunca entendi, mas me peguei justificando suas ações muitas e muitas vezes.

Acho que nunca quis acreditar. Só que agora, terminando essa “história”, parece muito óbvio. Você nunca quis de verdade. Já que quando queremos algo, realmente, não há lugar para um talvez. Foi assim que me ensinaram e é no que eu acredito.

No entanto, por algum motivo que provavelmente eu jamais saiba, você nunca disse claramente um não. Preferiu ficar no jogo do talvez. Isso sempre me deixou muito confusa e sem saber como agir.

Sinto muito pelo motivo que fez nossa história nunca ser concluída

o que poderíamos ser

Eu sinto muito por você. Sinto muito por você não conseguir ser uma pessoa honesta ou simplesmente não ter coragem de se entregar para a vida. Se seu motivo foi falta de honestidade, saiba que há na honestidade algo maravilhoso que está ligado diretamente com a responsabilidade emocional que devemos ter com o outro. Se você não conhece isso, sugiro que procure aprender, pois pode mudar sua vida. Mudou a minha.

Agora se seu motivo foi falta de coragem por medo de se entregar, saiba que em qualquer ação da vida estamos sujeitos a se machucar e não há problema algum nisso. Se machucar faz parte disso tudo que chamamos de vida e, simplesmente, não tem como fugir, pois viver é e sempre será muito arriscado.

Tenho que te dizer que qualquer ação da nossa vida sempre será um risco. Inclusive, a não ação. Acredito que essa seja a mais perigosa. Para ser sincera, morro de medo dela.

Enfim. Independente de qual for seu motivo, eu termino a nossa história, nunca iniciada, por aqui. Não posso me permitir sentir algo por alguém que não sabe o que quer – ou simplesmente não quer expressar claramente o que deseja.

Não posso porque, nesta história, entre o ponto de interrogação e ponto final eu prefiro o ponto final – que permite seguir em frente e não me questionar mais o que poderíamos ser.

Já me questionei muitas noites sobre um “nós”. Contudo, hoje eu deixo o ponto de interrogação com você. Espero que com ele você consiga refletir sobre o que poderíamos ser, mas que jamais seremos porque assim você desejou, ou não, ou talvez?

Imagem: Pexels


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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