Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Você vicia…
Vicia, sim! Vicia, porque viciei em você.
Logo eu, que sempre me gabei de não ter vícios, compulsões ou dependências, que sempre me considerei autossuficiente, a ponto de facilmente enjoar e desapegar de coisas e pessoas, me peguei te querendo loucamente, todo tempo. Desejando, a todo o momento, repetir aquela sensação que só você me proporciona. Esse sentimento novo, único, inimaginável, até pouco tempo atrás. E que a cada dose, a cada contato, me faz querer mais.
Mas você não é aquele vício pejorativo, que degrada, derruba, degenera. Vício de pó, de remédio, que causa necessidade descontrolada e sujeição a qualquer custo. Não é vício de álcool ou de comida que, na falta, abre vazio interior, um abismo na alma. Ou aquele vício maligno, que transtorna, atormenta, leva pro fim, caminho da morte. Você é aquele vício bom, que me aquece, me acende, me energiza, me ergue. Às vezes, até regenera. Sim, me regenera, me recarrega, me faz crer. Me aquece, me leva e me traz; me empurra pra frente, me puxa pra perto, pra junto.
É o início e o meio. Será que terá fim?

Acho que estou viciada em você!

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Sem porquê, quando, como ou onde. Sem motivo, sem explicação. É, não dá mesmo pra entender. E pra quê?
É o vício que preenche, alimenta, alegra. Vício de vida, do hoje, do agora. Faz querer, faz desejar, faz rir.
Faz pensar o que não posso, faz querer o que não devo, faz sonhar o impossível, que faz bem até quando não faz tão bem.
Mas esse vício também entorpece, tira razão, transborda emoção. Me faz perder a hora, o juízo, a direção. Faz esquecer o tempo, as responsabilidades e, por vezes, até umas peças de roupa. Difícil recusar, quase impossível dizer não. Mais que o hábito de ter, viciei em precisar de você aqui, em ouvir-te, em cuidar-te, em chamar-te.
Viciei em ver-te, em sentir-te. Também viciei em tocar-te, num abraço, por baixo da mesa e por cima dela também. Já é um vício até dos meus sonhos.

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Viciei em teu cheiro, em teu gosto, tua cor; teu tamanho, tua carência e teu carinho.
Viciei em teu sorriso fácil, na tua gargalhada alta, no teu olhar focado e cheio de atenção; viciei em teu jeito de andar e de falar.
Viciei na tua timidez envergonhada e na tua falta de vergonha despudorada, que tudo quer, tudo permite, nesse mundo onde tanto é proibido, imoral.
Viciei até naquela calça de moletom larga, com a barra esgarçada de arrastar no chão – se existe algo mais sexy no mundo, não conheci ainda. E nesses teus pés frios, quase sempre descalços. Nos teus cabelos, molhados, bagunçados.
Viciei nos teus cuidados, na tua conversa franca, no teu infinito, nessa tua vontade que não acaba.
Acho até que viciei no teu silêncio, que diz mais que tuas palavras, coesas, diretas, às vezes, ásperas, ácidas – viciei nelas também. E no teu olhar, que já aprendi a entender quando é de tristeza, alegria, atenção e até ciúme; olhar de desejo, de aprovação, de repreensão.
Viciei na tua ironia inteligente, nos teus devaneios surpreendentes, nos teus maiores anseios, nas tuas ambições quase inatingíveis.
E também viciei na tua sinceridade, na tua espontaneidade, na tua idade.

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É, eu estou viciada em você!

Você me viciou de todo jeito, por todo lado. Não te trafico; quero te consumir do início ao fim. Tudo!
Te bebi, te cheirei, te traguei. Acho que até te injetei, porque é teu calor que corre pelas minhas veias, pelo meu corpo. Viciei!
Ah! Se você soubesse o que me causa a sua falta, essa síndrome de abstinência. Acho que viciei até na tua ausência. Às vezes, esse vício exige alguma cautela, parcimônia, nos raros momentos de lucidez.
E já não me importo mais com as consequências, efeitos colaterais ou qualquer eventual sequela que esse vício pode trazer. Só quero mais e mais, disso que faz sentir vivo, imortal. E se eu morrer, que seja de overdose.
Vício que, pra mim, é uma virtude. É sem noção da magnitude e sem cura. Vício, paixão, loucura?
Como se livrar? Mas quem disse que quero?
Que honra ter me viciado. Que prazer desfrutar de cada momento me entorpecendo de você.
É… Você vicia mesmo.

Imagem: Pinterest

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