Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










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Pra começar, eu fui uma criança introspectiva e, infelizmente, a maioria das pessoas não sabe a diferença entre ser tímida e introspectiva. Para estas pessoas, ser quieto e reservado é um comportamento indesejável. Ser tímido é quase sempre visto como algo negativo e sinônimo de fracasso na vida.
A palavra timidez significa sentir temor, embaraço diante das pessoas. Geralmente se manifesta pelo medo de não ser aceito, de ser ridicularizado. É quase uma fobia social. Este não era o meu caso. Conheço muitas pessoas comunicativas e extrovertidas que sentem esse medo. Então não é uma característica exclusiva dos poucos falantes e quietos.

A personalidade introspectiva

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O conceito de personalidade introspectiva foi criado pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung. Quando conheci esse conceito me identifiquei logo de cara. O introspectivo é um observador. Analisa os fatos dentro e fora de si mesmo. É alguém que busca soluções e evoluir por meio da autoanálise, silêncio e reflexão. Não sentem necessidade de estarem cercados de pessoas ou ambientes muito barulhentos e cheios. Preferem lugares reservados, conversas mais profundas – e até filosóficas.
Quando eu estava em ambientes estranhos, geralmente analisava as pessoas e identificava quem tinha algo comum. Algumas vezes ficava quieta ou calada perto das pessoas porque não estava interessada no assunto que conversavam ou não tinha informações suficientes para manter um diálogo. Nesse caso, achava melhor ouvir e aprender algo novo ao invés de sair falando asneiras ou enrolando só para manter a conversa.

No meu caso esse comportamento era interpretado como timidez ou insegurança.

Já vi muitos pais levarem os filhos ao psicólogo para se curarem da timidez ao invés de valorizarem as características que possuem ou aperfeiçoá-las.
Durante muito tempo me senti o patinho feio no meio das pessoas falantes e extrovertidas. Sentia-me subjugada e inferior. Acreditava que era mais legal ser comunicativa e agitada. E o pior de tudo é que os adultos me faziam sentir assim, dizendo que eu deveria falar mais, ser menos retraída, quieta, etc.
Na adolescência esse sentimento mudou um pouco. Encontrei amigos com muitos pontos em comum e percebi que para eles não fazia diferença se eu era introvertida ou extrovertida.
Cresci, fiz faculdade, frequentei vários cursos, congressos, fóruns. Conheci pessoas de todo tipo, criei hobbies e comecei a me descobrir. Encontrei pessoas que falam das mesmas coisas que eu, com as quais tenho conversas profundas e interessantes que podem durar horas e horas.

Pra mim não funciona ficar na balada conversando alto.

Eu gosto mesmo é de conversar com pessoas que estão prontas para ouvir. Não perco tempo discutindo ou debatendo com pessoas inflexíveis. Analiso a postura das pessoas e percebo quando é hora de encerrar a conversa ou mudar de assunto.
Minhas amigas sempre me procuram quando querem conselhos ou desabafar. As pessoas sentem confiança ao falar comigo. Além disso adoro dar palestras. Amo falar, mas falar para pessoas que estão dispostas a ouvir.
Aprendi a ouvir sem ter necessidade de responder. Apenas escutar com calma o que as pessoas estão tentando falar. Um grande problema na comunicação hoje é que as pessoas estão mais preocupadas em dar resposta do que escutar o que os outros estão realmente dizendo.

O lado bom de ser introspectiva

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Tradução: ame a si mesma

Nesse texto pretendo te mostrar que pessoas introspectivas tem habilidades invejáveis. Possuem maior capacidade de reflexão, inteligência emocional, criatividade, amadurecem mais rápido, são bons ouvintes e consequentemente ótimos articuladores. São pessoas mais detalhistas, firmes, convictas de suas ideias, e resolvidas na hora de tomar qualquer decisão. São ótimos lideres também, pois por não terem necessidade de ser o centro das atenções, apoiam o desenvolvimento de pessoas de sua equipe e além de tudo isso são muito bem resolvidas com o fato de estarem sozinhas.

Pessoas introspectivas deixaram sua marca no mundo

Muitos introspectivos deixaram sua marca na historia, nas ciências, esportes e inclusive no mundo dos negócios: Albert Einstein, Bill Gates, Mark Zuckerberg (fundador do Facebook), Larry Page (um dos fundadores da Google), JK Rowling (a criadora da série “Harry Potter”), Gandhi, Eleanor Roosevelt (ex-presidente dos EUA), Michael Jordan (jogador de basquete) e Lionel Messi (jogador de futebol).
Ser introspectiva é um barato!
Não perca tempo tentando ser alguém diferente ou mais comunicativo só porque a sociedade supervaloriza esse ideal de personalidade. Ao invés disso, foque suas forças em suas habilidades inatas. Investir essas energias nos seus pontos fortes são ingredientes preciosos pra construir um caminho de sucesso e crescimento pessoal, mais alinhado com quem você é de verdade.
Foi seguindo nessa direção que descobri que eu não era o patinho feio, mas um cisne tentando ser pato e nadando em lagos errados. Espero que minha história te ajude a se descobrir e gostar do que você encontrar.
Imagem: Reprodução


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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