Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Você provavelmente se deparou com alguma das montagens do 10 year challenge nas suas redes sociais. Se não viu, o desafio consiste em, basicamente, postar uma foto sua de 10 anos atrás e outra do momento atual. Eu topei a brincadeira e me transportei para 2009. O eu daquela época tinha 21 anos e tinha terminado a faculdade de jornalismo há alguns meses.

Lá em 2009, se você me perguntasse como eu estaria hoje eu seria categórica: casada, com dois filhos, super viajada para muitos países e trabalhando em uma grande corporação em um alto cargo e ganhando muita grana. E aí, como é que tudo andou nesses 10 anos?

Dos planos, rolou o casamento! Não conheci países, mas algumas cidades brasileiras. Trabalhei em uma empresa grande, mas não tava feliz. Filhos, não sei se terei. Poderia ser frustrante não ter realizado tudo que eu imaginava, mas tá tudo bem! Me sinto um pouco perdida? Sim, mas tá bem também.

Dia desses conversei com alguns amigos e falávamos de como parece que as pessoas estão meio sem saber o que fazer profissionalmente. Todos estavam nessa busca, tentando, testando errando e aprendendo. Respostas: pouquíssimas. “Não sei se caso ou se compro uma bicicleta” se encaixa bem aqui.

Você não é todo mundo

No meio de tanta gente super jovem e bem sucedida, basta dar uma olhada na lista da Forbes “30 under 30”, é difícil você não pensar que está falhando na vida. Já se sentiu assim?

Minha mãe conta que quando ela era criança e diziam que uma pessoa tinha 30 anos ela imaginava alguém velho e que já tinha realizado quase tudo na vida. Isso, na década de 60. Acho que a gente trouxe um pouco dessa crença dos nossos pais de que, até uma certa idade, as coisas têm que ter entrado no eixo e você tem que ser bem sucedido.

Se eu queria estar estabilizada profissionalmente sabendo direitinho para onde as coisas estão caminhando? Oh, yes! Mas não tem fórmula pronta, não dá pra beber a pílula que vai te fazer descobrir a direção. “A vida é uma jornada, aproveite estrada” é clichê demais, mas é bem por aí.

Então, como faz?

Eu acho que uma maneira de começar a aproveitar a estrada é pensar no que de bom você realizou nos últimos anos. Eu, por exemplo, mudei de cidade, me casei, adotei duas cachorrinhas, trabalhei em lugares que aprendi muito, fiz amigos maravilhosos, conheci cidades lindas, vi dois sobrinhos nascerem, comemorei 60 anos de casamento dos meus avós….

Eu percebi que se a gente não começar a se cobrar menos, vamos todos pirar! Se você fizer uma pesquisa rápida no seu círculo de amigos perguntando quem sofre muito com ansiedade, tenho certeza que a maioria esmagadora vai falar que sim.

A meta desse ano é pensar nas metas com menos cobrança. É ser mais gentil comigo. É entender que eu estou traçando um caminho e que não dá pra controlar 100% de tudo. Falar é fácil, eu sei bem! Mas a gente precisa tentar. Precisa olhar com amor pra nossa história que estamos construindo. A jornada vale a pena, tenho certeza! Bora tentar?

Imagem: Unplash

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