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O que você procura?

Ao contrário do que você provavelmente tem ouvido por anos da sua família, da mídia, dos médicos e nutricionistas, eu estou aqui hoje pra te dizer que não, você não precisa de ‘reeducação alimentar‘. Por mais que essa afirmação possa gerar polêmica, eu sinto que não devo deixar de fazê-la pra você, e até o final desse texto você vai entender o porquê.

De volta à infância…

Vamos voltar um pouquinho no tempo, lááá para os seus três ou quatro anos.

Seus pais ou cuidadores te mostraram muitas coisas que você ainda não conhecia: as cores, as formas, o nome das coisas. Os primeiros números, as primeiras letras. Eles também te ensinaram desde cedo a se comportar como uma criança bem educada: respeitar os mais velhos, não xingar, não mentir, dizer as palavrinhas mágicas: por favor, com licença, obrigado e desculpe.

– “Não mastigue de boca cheia, menina! Você não tem educação?”

– “Fulana é uma criança muito educada e obediente.”

– “Você vai ficar de castigo por essa falta de educação.”

Pouco tempo depois você foi oficialmente introduzida no modelo de educação formal: a escola. Existia – e ainda existe – um currículo de coisas obrigatórias para serem ensinadas em cada série, para todas as crianças. É algo padronizado.

Em uma rápida pesquisa pela internet, temos que:

“Educação é o ato de educar, de instruir, doutrinar. É polidez, disciplinamento. No seu sentido mais amplo, educação significa o meio em que os hábitos, costumes e valores de uma comunidade são transferidos de uma geração para a geração seguinte.”

Educação é o meio pelo qual você passa a saber de coisas que você não sabia antes.

O fato é que toda a educação que você recebeu foi preciosa. Você aprendeu a viver em sociedade. Você aprendeu um mundo de coisas novas. Na sua primeira infância você não sabia ler, escrever ou fazer contas. Mas tem uma coisa que eu tenho certeza que você já sabia: você sabia comer. Comer era algo natural e intuitivo. Fazia parte do seu instinto. Você nasceu sabendo comer, nasceu sabendo pedir comida quando estava com fome e nasceu sabendo parar de comer quando estava satisfeita.

Algumas coisas se aprendem. Outras, se nasce sabendo. Algumas verdades são absolutas. Outras, são pessoais. Eu acredito que você nasceu sabendo se alimentar de um jeito só seu, e que essa é a SUA verdade.

Mas e a reeducação alimentar?

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Assumir que você precisa de reeducação alimentar é ignorar algo que nasceu junto com você. É aceitar que existe um “jeito certo” de comer, assim como existe um “jeito certo” de se comportar ou de fazer contas, e que você precisa ter disciplina e força de vontade para se encaixar nesse “jeito certo”.

Ao longo da minha própria história e de anos de trabalho com centenas de alunas dos meus programas, tenho percebido que a grande causa de sofrimento vem da necessidade que um dia impusemos a nós mesmas de fazer as coisas desse “jeito” que nos disseram que é o certo, e da consequente frustração que sentimos ao “falhar”. Quando você falha, você se sente “mal educada”, sem disciplina e, consequentemente, merecedora de castigo. Você se trata como a uma criança, incapaz de saber o que é bom para si mesma. E é hora de mudar isso.

Você não precisa se re-educar. Precisa apenas se relembrar.

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As pessoas costumam dizer que “andar de bicicleta é algo que a gente nunca esquece”.

Mesmo que tenha sido há anos e anos atrás, se você já andou de bicicleta você certamente não se esqueceu. Pode ser que, depois de muito tempo, você não se sinta tão segura ao fazer de novo pela primeira vez. Pode até perder o equilíbrio. Mas você sabe como andar de bicicleta. E sabe que sabe! Você só precisa voltar a praticar.

Mais ainda do que pedalar, eu te afirmo que sim, você sabe se alimentar intuitivamente porque você nasceu sabendo. Todas nós, aliás, todos os seres humanos sabem porque essa é uma das nossas habilidades naturais, faz parte do funcionamento do corpo humano, liberar substâncias que nos avisam que está na hora de comer ou que já comemos o suficiente. É biológico. Precisa apenas voltar a ouvir e reconhecer os sinais do seu corpo. No começo, pode ser mais difícil. Você pode se sentir insegura. Mas é algo que está aí, dentro de você, pronto para voltar com tudo! Você só precisa se reconectar.

E isso não exige um jeito certo, uma fórmula exata, uma “educação”. Exige curiosidade, observação, presença, compaixão, autoconhecimento. Esse corpo material no qual você mora, fala com você o tempo todo e não existe uma só resposta. Existe a minha resposta, a sua resposta, o interesse de cada pessoa em encontrar e praticar o que mais faz sentido pra si. Existem bilhões de pessoas no mundo e bilhões de respostas diferentes. E que bom que é assim, não é?!

Eu fiquei anos tentando me encaixar em padrões e me adaptar à reeducação alimentar que pregam por aí. Não deu certo, não. Quando eu abandonei as dietas, eu pesava muito mais do que quando decidi fazer a primeira dieta. Fazer dieta me deixava culpada, triste, envergonhada e obcecada por comida. E nada disso me motivava a comer menos, muito pelo contrário. Eu simplesmente não sabia que podia fazer diferente, que era possível confiar no meu corpo ao invés de seguir cardápios.

Nosso corpo é nosso lugar no mundo e o modo como seu corpo está hoje, seja por dentro ou por fora, nada mais é do que o reflexo de como você o tem tratado, física e emocionalmente. Se você o oprime, rejeita, ignora, negligencia, ele reage mal. Por outro lado, se você o ama, aceita, conhece e cuida do seu corpo, ele retribui. Coisa mais linda!

É possível ter uma relação leve, feliz e saudável com seu próprio corpo. Escolha HOJE se conectar consigo mesma e com sua verdade. Escolha HOJE se tratar como alguém que sabe e merece o que é melhor para si mesma. Escolha HOJE fazer as coisas do SEU jeito certo, se encaixar no SEU padrão e viver a SUA verdade.

Se você gostou desse papo, dá uma olhadinha no vídeo abaixo, e se você está pronta para ir além e explorar o seu jeito certo, eu criei o Programa Intuitive-se, que já ajudou centenas mulheres a se reconectarem consigo mesmas e se alimentarem de forma intuitiva, resgatando o prazer e a liberdade de comer e de viver! Para saber mais sobre o programa, clique neste link ou entre em contato comigo aqui.

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Imagem: Pexels

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