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O que você procura?

Um ET do Planeta Chocolate…

Eu chegava nas nutricionistas, me descrevia chocólatra e, mesmo querendo emagrecer mais-que-tudo-na-vida, dizia que eu não abria mão do chocolate depois do almoço. Mesmo que fossem apenas aqueles 30 gramas – que, com frequência era muito mais!

Eu JAMAIS recusava chocolate, o cheiro me hipnotizava, seduzia, nem sei qual palavra usar… e eu pensava em chocolate do nada no meio do dia. Coisas que não acontecem mais.

Eu ia em mercados, padarias, lojas de conveniência, etc. e PASSAVA VONTADE de comer chocolate. Não importava a hora. Eu SEMPRE queria chocolate. Aliás, parecia que nunca era suficiente, eu nunca estava sa-tis-feita. Sempre queria mais.

Claro que eu nem falava sobre isso com ninguém.

Morriiiia de vergonha! Achava que tinha um problema comigo. Algumas coisa errada. Não entendia porque eu não conseguia controlar minhas mãos no momento em que estava abrindo um pacote de algum doce ou uma barra de chocolate – enquanto prometia que ia comer só um pedacinho, que era a última vez ou que como já tinha saído da dieta naquele dia ia “aproveitar” e retomava no dia seguinte.

Conhece essa história?

Me sentindo culpada e até um pouco envergonhada, buscava explicações e encontrava coisas do tipo: você deve estar com carência de algum nutriente. Precisa de magnésio, coma castanhas, nozes, sementes ou legumes. Que tal lentilha?! (nada contra lentilha, castanhas, legumes, eu amo! a questão é que nada disso é… CHOCOLATE!).

Tinha ainda: se você está com vontade de comer doce, seu corpo precisa de cromo, triptofano, fósforo, enxofre… os “remédios” que vão de brócolis a queijo, fígado, frutas e muitas outras comidas saudáveis. De novo, claro que isso tudo é saudável, necessário, mas a mensagem é: CHOCOLATE NÃO.

E o tal do manipulado picolinato de cromo? Eu tomava e não fazia diferença nenhuma pra mim. Nem como placebo.

Só sei que quanto mais eu resistia, fugia, restringia, mais eu desejava os alimentos que eu me proibia.

Quando eu emagrecer, a vontade de comer doce vai passar.

Eu achava que emagrecer era a solução.

Aliás, eu achava que emagrecer era a solução para tudo na minha vida, né?!

Eu tinha toda uma vida imaginária e imaginada que começaria quando eu emagrecesse. Quando eu descobri que dietas não funcionam, entendi o quanto eu estava presa em um ciclo de fracasso: nunca emagreceria definitivamente com dietas restritivas, minha vida “nunca começaria” e a sensação de vício em doces nunca acabaria.

Também percebi que eu comia muito doce por me sentir extremamente frustrada comigo mesma, com meu corpo, com minha falta de força de vontade para emagrecer e a vergonha que eu sentia de tudo isso.

Mais um labirinto.

Eu achava que era defeito de fábrica, mas não era.

O que eu vivia era: uma prisão; uma obsessão; um grande segredo meu que me causava muita vergonha; medo constante de me descontrolar; sensação de inadequação.

E ainda assim, eu achava que resolveria tudo isso “comendo menos, me exercitando mais com foco, força e fé”.

Eu não via toooooda a questão emocional por trás de todas essas dinâmicas.

Me sentia fraca, mas descobri que não tinha nada errado comigo. Eu tinha desenvolvido uma relação instável, doentia, compulsiva e muito triste com a comida. O chocolate me trazia alívio, me acalmava, me fazia bem, mesmo que temporariamente.

A vida nas dietas é tão cheia de cobrança, culpa, frustração, esperanças que parecem que nunca se realizam definitivamente que cada oportunidade de “paz” que o chocolate traz, são necessárias.

“Não sei porque gosto tanto de chocolate.”

Ouço muito essa frase aí de cima. As pessoas genuinamente tem essa dúvida.

Sabe por quê?

Porque aprenderam que gostar de doces é algo ruim, errado, que simplesmente não deveríamos sentir.

Isso me revolta!

Eu sempre respondo: você gosta muito de doce porque doce é bom e é natural – e esperado – gostar de coisas que nos deem prazer. Não tem nada de errado nisso.

Brigar com o desejo dá um trabalhão! Muitas vezes, a vontade aumenta só de tentarmos fugir dela. Isso não significa liberar geral, comer tudo, o tempo todo, de qualquer jeito. Significa que proibir não adianta. Investigar com curiosidade, sem julgamento, entendendo o que está por trás do desejo ao invés de reprimi-lo é o que realmente funciona.

Quanto mais eu proibia, mais eu queria

Proibir não nos faz comer menos. Só causa ansiedade e nos faz comer escondido. Dos outros e de nós mesmas (quem nunca escondeu um papel de bombom no fundo da lixeira pra ninguém saber que comeu?).

Esse é um dos motivos pelo qual estou sempre dizendo: dieta e restrição, a longo prazo, engordam.

Na teoria, come-se menos. Na prática, somando todos os “eu mereço”, “só hoje”, “foda-se”, o comer escondido e outras práticas da mentalidade de dietas, o número na balança não diminui, não.

É por causa da mentalidade de dietas que você se descontrola com doces: porque é proibido, você não legalizou a comida, ela é algo distante, “errado”, que traz culpa. A partir do momento que você faz as pazes com a comida, com os doces, acaba com o efeito sanfona e entende sua fome emocional, comer volta a ser natural. Inclusive comer doces com equilíbrio.

Abandonar as dietas, me fez renascer.

Eu sei que pra muita gente essa ideia pode ser estranha ou até assustadora, afinal, uma vida inteira ouvindo que fazer dieta é necessário, impede as pessoas de verem o óbvio. Mas eu vejo diariamente nos meus cursos gratuitos e pagos mulheres despertando e experimentando isso que eu estou dizendo e o primeiro passo para acabar com o desejo incontrolável por doces é LEGALIZAR, deixar de proibir.

De novo, isso não quer dizer liberar geral, comer tudo, o tempo todo, de qualquer jeito. NÃO! Essa seria a típica dinâmica 8 ou 80 da mentalidade de dietas. Existe um método passo a passo claro e seguro para para fazer isso. Não basta deixar de proibir, é preciso (re)encontrar o o equilíbrio, a conexão e o respeito pelo corpo.

No Caminho da Alimentação sem Dietas nosso corpo é nossa bússola.

E assim, ó, por mais que você não se lembre, você não nasceu com esses desejos todos por doce. Por mais que você viva assim há muito tempo, isso começou em algum momento da sua vida e tem alguma coisa relacionada com alguma restrição – sua mesmo, de algum médico, familiar, um comentário de algum.

Em algum momento da sua vida, você desenvolveu esse comportamento transtornado com doces e do mesmo jeito que começou, pode acabar.

Passo a passo básico para diminuir a vontade de comer doce

Escrevi ‘diminuir’ porque eliminar a vontade pra sempre – além de não ser possível – não é uma boa ideia, concorda?! Mas vamos lá para um passo a passo essencial para quem quer fazer as pazes e diminuir a vontade de comer doce definitivamente:

1. Pare de se culpar por gostar de doces

É a coisa mais natural do mundo buscarmos fazer coisas que nos deem prazer. Ao invés de sentir culpa, busque entender os padrões que te fazem buscar o doce.

Ao longo desses anos, eu listei para minhas alunas mais de 100 gatilhos emocionais que nos fazem comer em excesso. E sentir culpa só atrapalha esse processo;

2. É muito mais profundo que você pensa

Entenda que os motivos que te fazem buscar os doces são muito mais complexos do que simples “falta de vergonha na cara”, “preguiça”, “falta de força de vontade”. Como diz Geneen Roth, comer compulsivamente é uma recusa de se sentir viva.

Quando comemos doce excessivamente pode ser porque estamos totalmente distantes de nós mesmas, com raiva do nosso corpo, com vergonha dele, frustradas com o tamanho dele ou com outras áreas da nossa vida e comer foi a forma que encontramos de fugir dessa dor. Não é legal, mas tá tudo bem.

Importante é não parar nesse texto. Esse texto é só o prefácio, só a introdução do trabalho que podemos fazer juntas. Volte pra você. Seu corpo é teu e só teu, mesmo que você esteja odiando ele neste momento. Tem saída, te prometo.

3. Investigue sua fome emocional

Se você não sabe como fazer isso, tudo bem. Se você não sabe por onde começar, eu te entendo. Só de você estar lendo esse texto até aqui, você já começou! Eu já me senti assim como você, busquei, busquei, busquei, fiz minha certificação em Psicologia da Alimentação e muitos outros cursos e você não vai ter que buscar tantas coisas como eu precisei buscar. Já preparei um Caminho pra você, vamos seguir que tem muita coisa pra florescer em você.

4. Coma com prazer

Comer rápido, engolindo, com culpa deixa o alimento amargo. Comer com culpa, de certa forma, faz mais mal do que qualquer excesso de açúcar. Para baixar o e-book gratuito sobre culpa, clique aqui.

PS: você não está sozinha. 🙂

Workshop Online sobre a sensação de ser viciada em comida

Como deixar de se sentir viciada em comida, ter mais autocontrole e sair do ciclo da compulsão alimentar.

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