Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Imagine-se nesta situação: o boy não sabe se vai, se fica, se fode ou sai de cima. Diz que está confuso, que agora precisa de um tempo e que tem se sentido sufocado pela relação de vocês dois. Ele está no direito dele? Claro que sim! Nenhum ser humano precisa ficar numa relação em que não pode ser quem ele é ou se sente mal. Então, é preciso respeitar quando alguém tem a coragem de admitir tudo que está mal, que não está confortável e tenta buscar uma solução. Só que, no meu humilde ponto de vista, o “tempo” é a pior das saídas.

“Por quê, Lacombe?”

Porque pedir “tempo” é admitir que não se quer tentar reconstruir o que está de certa forma quebrado. É correr do problema que existe entre o casal tentando estar longe. É pensar que um dos dois pode ficar em stand-by, esperando o outro se decidir. Quase como se estivesse cozinhando em banho-maria, levando até conseguir se decidir se termina ou continua. Sinceramente, você conhece alguma crise que foi resolvida com os responsáveis em contorná-la fugindo dela? Se afastando dela? Não encarando de frente os desafios que se apresentam?

Não gosto de generalizar, mas na grande maioria das vezes vemos homens pedindo tempo. Acho que as mulheres são mais firmes: se querem, querem. Se não, “tchau e bença”. Os caras ficam ruminando, pedindo um tempo, fazendo uma espécie de test-drive da vida de solteiro antes de chegar e tomar uma decisão. O pior? É que quando alguém chega e fala “eu preciso de um tempo” também quer que seja implícito a condição de que o outro vai esperar.

Esperar?

Enquanto alguém pensa se me quer na sua vida? Enquanto alguém precisa se afastar de mim, da nossa rotina, das coisas que construímos? Enquanto eu fico passível de ver quem eu amo saindo, se divertindo com os amigos, fazendo sabe-se-lá-o-quê e dando chilique se eu fizer o mesmo? (Convenhamos, isso acontece bastante) Eu? Não mesmo. É por isso que alguém criou o ditado: vou te esperar sentada… em outro.

O que acho limitante é ler esta frase apenas pelo lado sexual. Ela quer dizer isso? Quer. Óbvio. Negar isso seria maluquice minha. Mas podemos ir além. Podemos ler com olhos de “eu vou seguir meu baile e, quando você voltar, pode ser que eu não queira mais dançar contigo”. Vive-se novas experiências, aprende-se a olhar para si sem se dividir, ou se dividir com outras pessoas que compartilham da sua felicidade e agregam coisas boas, valoriza-se quem ficou ao lado, enxerga-se outros horizontes, novas perspectivas.

Cortemos o drama: aquele tom mexicano de “você vai se arrepender” ou uma ameaça idiota. Como já dito, qualquer um pode ficar confuso, mas tentar resolver com um “tempo” não adianta. O Tempo só serve para varrer as coisas para debaixo do tapete e mudar nossas prioridades. E se alguém deixou de ser uma das prioridades do coração, siga. Sem medo. Sem covardia. Sem querer que o outro espere. E, pra quem fica, é plenamente possível enxergar vida depois disso. Vida que, aliás, é feita com aqueles que decidem ficar.

Quem quer ir embora, pode ir.

Imagem: YouTube

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